Hong Yi inspira-se para o seu trabalho em matérias-primas do quotidiano, aquilo que encontra em mercados na cidade onde reside, a grande metrópole chinesa, Xangai. “Red “, como é conhecida no meio artístico, tanto pode recorrer à planta do chá para criar um tigre numa paleta com seis metros quadrados, como empregar saquetas de chá usadas na elaboração de um retrato.

A artista que nunca utiliza um pincel ou uma paleta, nasceu na Malásia, conta com dupla formação, em design e em arquitetura, na Austrália. Em 2010, muda-se para Xangai para trabalhar num gabinete de arquitetura. Em 2013 já a vamos encontrar a trabalhar a tempo inteiro na sua arte.

No seu portefólio, Hong Yi apresenta-nos, por exemplo, um retrato de Ai Weiwei, um arquiteto chinês. A obra foi concebida a partir de sete quilos de sementes de girassol. Já o cineasta chinês Zhang Yimou, viu-se retratado a partir de dois mil pares de meias. Neste rol de materiais pouco ortodoxos em mãos de artistas plásticos, “Red” inclui uma homenagem ao cantor Jay Chou. Peça engendrada a partir de manchas de base de chávena de café.

Em 2014, o ator Jackie Chan, incumbiu a artista de o representar para a posteridade. Hong Yi concebeu um enorme retrato construído a partir de 64 mil hashi, aquilo que comumente chamamos pauzinhos chineses.

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O trabalho da artista malaia está hoje exposto em galerias públicas e privadas em todo o mundo. Hong Yi é convidada para palestras e conferências internacionais.

Entre os prémios e distinções já recebidas, “Red” viu-se citada pela revista norte-americana, Esquire, entre os 12 artistas malaios mais dotados.

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