A canadiana Christine Flynn, manteve-se no anonimato no Instagram durante um ano. Isto numa altura em que já tinha mais de cem mil seguidores naquela rede social vocacionada para a fotografia. A razão para uma tão grande legião de admiradores no seu perfil “Chef Jacques La Merde” (o nome escusa a tradução óbvia) baseia-se na abordagem que esta chefe faz à comida de fast food, aos alimentos processados, usualmente pouco fotogénicos.

Christine eleva comida de estação de serviço à categoria de luxo. Acrescenta-lhe valor nas suas produções fotográficas cuidadas e no empratamento, aproximando-o daquilo que usualmente vemos em restaurantes de luxo. Uma abordagem que nas escolas de cozinha se denomina soigné, algo que numa tradução livre se pode definir como “bonito e elegante”.

Onde, num prato de Christine Flynn, julgamos ver alta cozinha, estamos, realmente, a olhar para burritos, doritos, batata frita de pacote, pão de forma industrial, muffins, frutos secos com sal, entre centenas de outros ingredientes de junk food.

Um trabalho só possível dada a preparação técnica de Christine, chefe executiva no restaurante em Toronto. O objetivo desta, também artista, não é gozar com os colegas de profissão. É antes ironizar em torno dos ingredientes.