A mil metros de altitude, próximo da cordilheira andina, a adega Zuccardi, na Argentina, sagrou-se vencedora da primeira edição dos prémios “The World's 50 Best Vineyards”, competição que visa eleger, com carácter anual, as melhores vinhas do mundo, os respetivos produtores vinícolas, e as experiências a elas associadas.

Numa lista com cinco vinhas sul-americanas nas dez primeiras posições (ver lista completa no final do artigo), destaca-se um produtor português, na quarta posição, a duriense Quinta do Crasto.

Uma tabela onde figuram, ainda nas dez primeiras posições, vinhas na Argentina, Chile, Uruguai, Alemanha, Espanha e Nova Zelândia.

Nos prémios anunciados a 9 de julho, na Argentina, há uma outra referência nacional, também no Douro, a Quinta do Bomfim, ocupando a 37ª posição.

Sobre a Quinta do Crasto a equipa da “The World's 50 Best Vineyards” sublinha os vinhos do Porto, a componente de enoturismo, os passeios nos arredores e a piscina infinita instalada na propriedade, desenhada pelo arquiteto Eduardo Souto de Moura, Prémio Pritzker 2011, o mais conceituado galardão de arquitetura mundial.

Já a propósito da Quinta do Bomfim, a “The World's 50 Best Vineyards”, valoriza o legado da família que lhe está associada, a Symington, há várias gerações no Douro. O galardão sublinha, ainda, a qualidade dos vinhos do Porto, a diversidade de restaurantes existentes na região, as vinhas em socalcos e as visitas às adegas do produtor.

A lista “The World's 50 Best Vineyards” baseia-se nos votos da uma academia internacional com 500 apaixonados por vinhos, divididos por diferentes regiões geográficas, indicando as suas sete melhores experiências vinícolas.

Na apresentação que faz destes prémios, a academia sublinha que, “não há uma lista predefinida de requisitos. É considerada a experiência completa, incluindo o restaurante, os passeios, o ambiente, a equipa, a paisagem, o preço, a reputação e a acessibilidade”. Isto numa perspetiva de experiência para os visitantes.

Ainda na apresentação a estes prémios, lemos que “existem alguns nomes famosos na lista. Algumas das mais amadas regiões vinícolas do mundo estão representadas. Mas também há muitas surpresas. Há produtores e lugares que só a indústria do vinho conhece ... até agora”.

Acrescenta a academia destes “The World's 50 Best Vineyards”: “A diversidade é incrível. Há maravilhas arquitetónicas contemporâneas; há pequenas vinícolas boutique. Existem adegas antigas, restaurantes modernos e locais de casamento deslumbrantes”, sublinhando que se há produtores que proporcionam experiências radicais, como bicicleta de montanha, outros, disponibilizam, por exemplo, uma loja de joias, piscinas infinitas, ou passeios a cavalo.

O “The World's 50 Best Vineyards” nasceu da iniciativa dos promotores de outro galardão internacional, o “The World's 50 Best Restaurants”, lista revelada a 25 de junho, em Singapura, na Ásia e que conta com o português restaurante Belcanto, do chefe de cozinha José Avillez na 42ª posição.

As dez melhores adegas do mundo (lista completa aqui)

1. Zuccardi, Valle de Uco, Argentina

2. Adega Garzón,Uruguai

3. R. López de Heredia Viña Tondonia, Espanha

4. Quinta do Crasto, Portugal

5. Catena Zapata, Argentina

6. Montes, Chile

7. Clos Apalta, Chile

8. Rippon, Nova Zelândia

9. Marqués de Riscal, Espanha

10. Weingut Dr. Loosen, Alemanha

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