Recuando aos anos de 1980, vamos encontrar um jovem holandês empenhado em reproduzir em tela o carácter efémero dos alimentos. Tjalf Sparnaay, nascido em 1954, tem, desde há mais de 30 anos, uma obsessão criativa, a de captar a natureza dos alimentos que levamos à mesa. Sparnaay fá-lo através da pintura a óleo, em telas de grande formato.

O pintor, hiper-realista, recusa a ideia de que a fotografia, hoje tornada maioritariamente digital, ditou o fim dos meios tradicionais para captar a beleza dos alimentos.

Sparnaay, a par dos mestres clássicos da pintura de naturezas mortas, leva para a suas telas imagens do tempo em que vive. No caso vertente, uma cultura alimentar fortemente baseada em produtos industriais, assim como na cozinha rápida.

O objetivo do pintor Holandês é, não só, documentar a realidade, mas intensificá-la, ao expandir os objetos do quotidiano para proporções gigantescas. Uma abordagem que dá a Tjalf a oportunidade de explorar cada detalhe, dissecando-o.

Diz-nos o próprio: "As minhas obras pretendem levar o espetador a pensar sobre objetos alimentares que se banalizaram, levá-lo a aproximar o olhar da tela, examinando cada pincelada”.

O artista não esconde a sua admiração pelo trabalho do mestre do século XVII Johannes Vermeer, na utilização que fez da luz, da cor e do detalhe.

Entre os trabalhos icónicos de Tjalf estão os que completam a série que reproduz apetitosos ovos estrelados, mas também as reproduções com pintura a óleo de batatas fritas, sanduíches, embalagens de ketchup, pastilhas elásticas.

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