Segundo Kristen Dunfield, "estudos no campo do desenvolvimento psicológico sugerem que estas crenças imaginárias não são nocivas, são sim potenciadoras de um vasto número de resultados positivos no desenvolvimento emocional".

Em entrevista ao jornal Global News, a investigadora e professora universitária tranquiliza os progenitores ao esclarecer que "nem sempre depende tudo dos pais", referindo-se ao momento em que o mito deixa de existir na cabeça dos mais novos.

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"A melhor abordagem consiste em apoiar as crianças quando elas descobrem tudo às suas custas. Mais tarde ou mais cedo, elas vão perceber e não vai ser tão mau como os pais pensam", comenta.

Segundo esta especialista, as crianças deixam de acreditar no mito do pai natal por volta dos oito anos, sendo um evento "crucial" no crescimento. "Eu vejo o desenvolvimento da crença na realidade física do pai natal e o eventual abandono do mito como uma conquista impressionante que merece ser celebrada e não temida", diz.

De acordo com esta especialista, os pais que pretendam pôr um ponto final no mito podem apresentar provas e explicações verosímeis aos filhos para que eles passem para a fase de desconstrução do mito.

Um estudo da Universidade do Texas analisou as reações de 52 crianças que descobriram que os pais mentiam sobre a existência do Pai Natal e as conclusões foram "predominantemente positivas" e revelaram que essa mentira não afetou de forma duradoura a relação entre pais e filhos. "É altamente improvável que uma única mentira provoque danos irreparáveis", conclui a psicóloga.

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