Anna Rosling Rönnlund é uma designer sueca que, juntamente com o marido, Ola Rosling, desenvolveu o projeto Trendalyzer, que deu origem a um software interativo para visualização de informação estatística que a sua empresa vendeu à Google em 2007. Antes disso, em 2005, juntamente com o sogro, Hans Rosling, já tinha criado a Fundação Gapminder, uma instituição que visa contribuir para um desenvolvimento sustentável.

Vice-presidente de um dos departamentos que integram este organismo, promove, desde essa altura, a produção e a divulgação de materiais informativos e de dados estatísticos a nível local e a nível global para chegar a famílias carenciadas e infoexcluídas. Em 2016, para alertar consciências, anunciou o projeto Dollar Street, através do qual procura observar os diferentes modos de vida de várias famílias do planeta.

Num mundo em que as assimetrias sociais são cada vez mais acentuadas, como muitos especialistas alertam, esta iniciativa levou uma equipa de fotógrafos a mais de 264 casas em 50 países para "mostrar como as pessoas realmente vivem no resto do mundo e, a partir daqui, criarmos a nossa própria visão", como explica Anna Rosling Rönnlund. Em cada casa, foram fotografados objetos como a cama, o fogão, os brinquedos e as escovas de dentes.

As clivagens que as fotografias revelam

As fotografias que integram o projeto Dollar Street acabam por mostrar as clivagens existentes, nem todas elas decorrentes das variações económicas que as médias salariais registam. Algumas delas também se devem a imposições culturais. Prestando atenção aos objetos com que as crianças brincam e mediante o rendimento mensal de cada residência, pode ter-se uma imagem muito precisa de como as pessoas vivem.

"Desde lares onde as famílias vivem com 45 dólares [cerca de 38 euros] por pessoa por mês a outros com rendimentos acima dos 3.000 dólares [perto de 2.600 euros] também por pessoa por mês, estas imagens mostram a vida quotidiana de centenas de famílias e fornecem dados mais precisos do que qualquer gráfico poderá alguma vez fazê-lo", garantiu já publicamente a coordenadora do projeto, Anna Rosling Rönnlund.

"As pessoas de outras culturas são, muitas das vezes, retratadas como assustadoras ou exóticas mas isto tem que mudar", defende. "A mim, pareceu-me muito natural usar fotografias como elementos [de observação] para que as pessoas possam, por si mesmas, perceber como é a vida mediante os diferentes níveis de rendimento", justifica ainda. Veja, de seguida, algumas das fotografias que integram o projeto Dollar Street.

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