Samantha Fox esteve doente com COVID-19 mas escondeu a doença dos fãs. A revelação foi feita num direto com o promotor, gestor de talentos e diretor de castings turco Varol Porsemay. A cantora britânica, nascida em 1966, andava em digressão em França quando foi infetada com SARS-CoV-2. Com o cancelamento dos espetáculos, no início de março, regressou a Inglaterra. "Nas duas primeiras semanas, estive muito doente", confidencia a intérprete de "Touch me (I want your body)".

"Além dos sintomas normais, cheguei a ter náuseas e diarreia. Mas, apesar de ter sido muito mau, não achei que fosse grave o suficiente para falar disto. Não quis fazer um grande alarido como fizeram outras celebridades que vieram anunciar publicamente que tinham COVID-19", refere a artista, que fez 54 anos a 15 de abril. "Foi horrível e o pior é que não pude estar com a minha mãe, que é uma doente de alto risco, porque tem lúpus", desabafa ainda a antiga modelo de topless.

Samantha Fox em entrevista exclusiva. "Sempre fui, de certa forma, uma roqueira frustrada"
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Para evitar que a progenitora saia de casa ou contacte com outras pessoas, Samantha Fox tem-lhe levado as compras a casa, mas só a tem visto à distância. "Ver as pessoas não é o mesmo que as abraçar, que as poder agarrar e sentir. É muito estranho não poder abraçar a minha mãe, que é uma coisa que eu sempre fiz desde pequena. Ainda para mais, eu estou com a minha namorada e ela está sozinha", lamenta a cantora. "Eu agora já estou bem mas continuo preocupada com a minha mãe", assume a filha da atriz Carole Ann Wilken, que, depois do casamento com John Patrick Fox, pai da cantora, mudaria o nome para Carole Fox.

Atenta à evolução dos números, a intérprete de "Nothing's gonna stop me now" revela-se cautelosa. "Uso três máscaras das fininhas ao mesmo tempo nas poucas vezes que vou à rua. Só duas não protegem o suficiente, acho", refere ainda. "Ainda não me imagino a ir a um hipermercado", admite. "Tenho amigos que já foram e que me contaram que as pessoas lá dentro nem sempre usam máscara e que se esquecem de manter a distância recomendada pelas autoridades", relata a cantora.

"Eu tenho feito a maior parte das compras online, mando entregar e, quando chegam, lavo tudo e digo à minha mãe para fazer o mesmo", confidencia. "Nos EUA, dizem que este vírus não existe, que é uma invenção, que não passa de uma gripe mas a verdade é que eu nunca vi tanta gente a morrer de gripe", lamenta a artista. Estar confinada em casa não tem sido um problema para Samantha Fox.

"Viajei tanto nos últimos anos que me está a saber bem e os meus dois gatos, já tive seis mas agora só tenho dois, estão a adorar. Tenho aproveitado para contactar mais os meus amigos. Nas primeiras semanas, vimos muitas séries da Netflix mas já nos fartámos um bocado. Cozinho todas as noites, é uma coisa que adoro. Tenho feito pratos mais consistentes para levar à minha mãe. Tenho feito tartes, muitos assados, pizas caseiras... Um dia destes fiz chili com carne", revela a artista.

Naquela que foi a sua primeira entrevista em oito semanas, Samantha Fox, cantora que fez furor na década de 1980, como pode recordar de seguida, aproveitou ainda para falar de um dos problemas do confinamento que afetou milhões de pessoas em todo o mundo, o cabelo. "Estou com a franja muito grande mas ainda não sei se a vou deixar crescer ou não", assume a artista. "Tenho saudades de ir ao parque, de fazer um piquenique e de ir às compras pelo prazer das compras", desabafa.

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