Eduard Bach nasceu em 1886 e dedicou-se à bacteriologia, um ramo da medicina. Desde muito novo sentiu uma profunda ligação com a natureza, embora a sua verdadeira vocação fosse ajudar as pessoas.

Graças às suas investigações descobriu um dos métodos mais curiosos da medicina natural: os chamadas florais de Bach. Estas são substâncias florais extraídas da natureza, debaixo de várias formulações, que aliviam doenças que estão relacionadas, sobretudo, com estados emocionais.

Esta medicina natural aplica-se há mais de 70 anos e é recomendada e aceite pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Usam-se os mesmos métodos que Bach usou na elaboração deste método e a maioria das plantas são recolhidas nos lugares onde foram descobertas. Em 1933, Bach acordou com a empresa inglesa Nelson a gestão e comercialização do seu método.

Exprimir as suas propriedades

Segundo o princípio curativo idealizado pelo médico, a doença nasce do desequilíbrio entre o corpo, alma e o espírito. Se estes três estão em equilíbrio, não existem doenças. Graças à sua capacidade de entrega conseguiu criar uma espécie de medicina alternativa baseada nas flores.

E como começou? O início foi um golpe de sorte. Começou por recolher algumas flores que trabalhou de diversas formas. Nas suas experiências colocou algumas dentro de um recipiente com água de um rio  e expô-las ao sol durante algumas horas.

Observou que as gotas de orvalho que pousavam sobre as flores conservavam as vibrações destas. E pensou que, se a água era capaz de manter essa vibração, ao administrar-se essa mesma água transmitir-se-ia a essência floral.

Pôs as mãos à obra imediatamente e incluiu álcool na mistura pois este conservava e estabilizava melhor a solução. Depois foi só esperar pelos resultados em alguns pacientes.

Os seus benefícios

Observou curas de todo o tipo, mas de acordo com os resultados constatou que os elixires surtiam efeito sobretudo nas causas da doença e não nos sintomas.

As essências florais de Bach estão pensadas para resolver conflitos entre o corpo e a alma e, segundo a sua teoria, quando há um desequilíbrio entre estes factores surge a doença. Elaborou 38 fórmulas florais, cada uma pensada para um conflito emocional e que são conhecidas pela sua designação inglesa. Identifique estes elixires de seguida.

Fórmulas para...

Para quem tem medo: rock rose, mimulus, aspen, red chestnut e cherry.

Para quem sofre de incerteza: cerato sclerantus, gentian, gorse, horn beam, wil oat.

Para a susceptibilidade a influências externas: agrimony, cenaury, walnut e holly.

Para quem sente a preocupação alheia: chicory, vervain vine, beech e rock water

Para a falta de interesse pelo presente: clematis, honey suckle chestmnut bud, wild rose, olive, white chesnut mustard , water violet, impatient, heather.

Para o desânimo: larch, pipne, elm, sweet chesnut, star og bethlemen. Willow oak, crab apple.

Como aplicá-las

Antes de qualquer uso, é imprescindível realizar um diagnóstico prévio para conhecer as queixas do paciente. Os especialistas observam também a sua reacção durante a consulta, isto é, se se mostra com medo, inseguro e angustiado.

Se não evidenciar claramente o problema, é habitual administrar-se uma essência tipo para que na consulta seguinte esteja com uma atitude mais aberta.

A fórmula mágica

Os florais de Bach são, na realidade, medicamentos energéticos diluídos em potencias muito baixas. O sistema é composto por 38 remédios naturais, 34 dos quais são flores silvestres e apenas três são cultivadas.

O resto da fórmula é composta por água filtrada, de uma fonte que se situa perto da casa de Bach, Rock Water, brandy e conhaque.

Coloca-se tudo em frascos com uma goteira em vidro âmbar de 30 cc. A sua efectividade não se consegue através da ingestão de grandes quantidade dos elixires, mas sim da frequência com que se tomam pequenas quantidades da essência.

As fórmulas compostas pelas essências das flores originais, água mineral ou filtrada do Rock Water são, depois, embaladas em frascos com goteira.

A filosofia da flor

E porque se usa a flor e não o talo ou a raiz? O interesse pelos poderes curativos das flores remonta à China e à Grécia antigas. Platão e também Sócrates interessaram-se pelas gotas de orvalho que estavam sobre as pétalas das flores para aliviar estados emocionais desequilibrados.

Desde o ponto de vista botânico, pode dizer-se que a flor é a expressão máxima da planta e na medicina natural é a manifestação máxima da energia da planta. É como se fosse uma antena que recebe constantemente as energias do cosmo, principalmente do sol, do ar e da terra através das raízes.

As flores recebem a energia daqueles e criam o seu próprio poder energético que pode ser transferido à água.