Kosuke Araki é um designer nipónico, sediado em Tóquio, que desde 2013 desenvolve um projeto que catapulta o lixo orgânico para uma nova dimensão, a de objeto utilitário. Usando uma técnica com 7500 anos, Araki produz utensílios domésticos a partir de ossos, cascas, caroços, saquetas de chá.
Os números são alarmantes e chegam-nos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). De acordo com estimativas desta entidade, criada nos anos de 1970, a produção mundial de lixo deve alcançar qualquer coisa como 2,2 mil milhões de toneladas no tão de nós próximo ano de 2025. Por comparação, atualmente, ronda os 1,3 mil milhões de toneladas/ano.
Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
Kosuke Araki é um designer nipónico, sediado em Tóquio, que desde 2013 desenvolve um projeto que catapulta o lixo orgânico para uma nova dimensão, a de objeto utilitário. Usando uma técnica com 7500 anos, Araki produz utensílios domésticos a partir de ossos, cascas, caroços, saquetas de chá.Japonês produz peças decorativas a partir de lixo alimentar
O designer japonês kosuke Araki que na sequência de um trabalho de campo académico que empreendeu em Londres, Inglaterra, em 2013, desenvolve agora uma linha de utensílios domésticos decorativos produzidos artesanalmente a partir de lixo orgânico.Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
Para alcançar este objetivo que, num primeiro olhar, nos parece pouco credível, o japonês, a trabalhar a partir da capital nipónica, Tóquio, recorre a uma técnica e material do seu país natal que remonta há 7500 anos. Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
Urushi é uma resina vegetal (que incorpora, por exemplo, arroz e tofu), semelhante a laca, utilizada para revestir objetos de arte tradicional chinesa e japonesa. Uma laca que é misturada a pigmentos para obter diferentes efeitos visuais. Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
kosuke araki recorre ao Urushi para lacar os seus utensílios produzidos a partir de lixo. Um trabalho que é, a outro tempo, uma forma de despertar e motivar para o carácter utilitário daquilo que consideramos usualmente lixo. Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
Para produzir as suas peças Araki recolheu, ao longo de dois anos e em sua casa, mais de 300 quilos de resíduos o que incluiu cascas, conchas, ossos de animais, caroços de fruta, saquetas de chá, entre dezenas de outros elementos.Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
O criador incinerou os resíduos vegetais tornando-os carvão. Por seu turno, ferveu ossos, pele de animal juntamente com uma resina natural. Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
Reduzindo-os todos os elementos a uma massa, Araki incorporou nesta o carvão vegetal. Um produto moldável ao qual foi aplicado, posteriormente, o Urushi o que conferiu às peças o carácter lacado e o polimento final.Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
Araki designa o seu projeto "Food waste ware". Uma primeira coleção de autor que é apresentada com um guia e um dos moles utilizados na produção das peças. Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
No guia, o designer explica como transformar o lixo alimentar em utensílios de mesa. Do lixo se faz luxo. Japonês produz peças decorativas com restos alimentares
kosuke Araki no decurso do processo criativo. Números que aceleram a necessidade de encontrar um novo valor para aquilo que atualmente vemos como desperdício e lixo. Isso mesmo está a fazer o designer japonês kosuke Araki que na sequência de um trabalho de campo académico que empreendeu em Londres, Inglaterra, em 2013, desenvolve agora uma linha de utensílios domésticos decorativos produzidos artesanalmente a partir de lixo orgânico.
Para alcançar este objetivo que, num primeiro olhar, nos parece pouco credível, o japonês, a trabalhar a partir da capital nipónica, Tóquio, recorre a uma técnica e material do seu país natal que remonta há 7500 anos.
Urushi é uma resina vegetal (que incorpora, por exemplo, arroz e tofu), semelhante a laca, utilizada para revestir objetos de arte tradicional chinesa e japonesa. Uma laca que é misturada a pigmentos para obter diferentes efeitos visuais.
kosuke araki recorre ao Urushi para lacar os seus utensílios produzidos a partir de lixo. Um trabalho que é, a outro tempo, uma forma de despertar e motivar para o carácter utilitário daquilo que consideramos usualmente lixo.
Para produzir as suas peças Araki recolheu, ao longo de dois anos e em sua casa, mais de 300 quilos de resíduos o que incluiu cascas, conchas, ossos de animais, caroços de fruta, saquetas de chá, entre dezenas de outros elementos.
Posto isto, o criador incinerou os resíduos vegetais tornando-os carvão. Por seu turno, ferveu ossos, pele de animal juntamente com uma resina natural. Reduzindo-os a uma massa, incorporou nesta o carvão vegetal.
Um produto moldável ao qual foi aplicado, posteriormente, o Urushi o que conferiu às peças o carácter lacado e o polimento final.
Um projeto a que Araki atribuiu um nome, "Food waste ware". Uma primeira coleção de autor que é apresentada com um guia e um dos moles utilizados na produção das peças. No guia, o designer explica como transformar o lixo alimentar em utensílios de mesa.