"O corpo de uma mulher é como um violino. É preciso um músico fantástico para tocá-lo bem", escreveu, uma vez, o escritor norte-americano J. D. Salinger. É que, acariciadas da maneira correta, muitas mulheres ser transportadas para um estado de êxtase tão incrível que, por alguns segundos, o resto do mundo deixa de existir. Estas são as seis coisas que precisa de saber sobre o orgasmo para passar a ter mais e mais intensos.

1. Orgasmo individual

Nem só de penetração vive o orgasmo feminino, na medida em que este não pertence a uma só parte do corpo, nomeadamente aos órgãos genitais. Esta ideia opõe-se à convicção, ainda dominante na cultura, do coito como clímax do prazer. O caminho para o orgasmo não é igual para todas as mulheres, sendo que este também não necessita obrigatoriamente de um parceiro para acontecer.

2. Orgasmo clítoriano

O orgasmo clítoriano ocorre a partir do estímulo do clitóris, o único orgão humano cuja função é gerar prazer sexual. Sendo um órgão sexual externo com muitas terminações nervosas e com uma localização acessível ao toque, onde a mulher começa por explorar, geralmente, o seu prazer, este é o orgasmo mais fácil e comum de atingir.

3. Orgasmo vaginal

O orgasmo vaginal acontece através da penetração ou estimulação manual do ponto G, assim denominado em homenagem ao ginecologista Ernst Gräfenberg que o descreveu, pela primeira vez, na década de 1950. Este ponto situa-se atrás do osso púbico, perto do canal da uretra, na parede superior interna da vagina, a cerca de cinco centímetros da sua entrada.

4. Orgasmo múltiplo

A mulher pode, ainda, no mesmo ato sexual, sem passar à fase de resolução que implica a cessação da excitação sexual, ter, ao contrário do homem, mais do que um orgasmo. A mulher não passa pelo mesmo período refratário que induz ao relaxamento e ao sono, necessários para conseguir reiniciar a atividade sexual.

5. A localização do orgasmo

O orgasmo feminino pode ter lugar no aparelho genital externo (clítoris, lábios e entrada da vagina), dentro da vagina, no ponto G e em outras partes herógenas do corpo, sendo o pubococcígeo o principal músculo de contração durante o mesmo.

Neste cenário, durante a excitação sexual, a vagina fica lubrificada, os lábios vaginais ficam inchados e podem mudar de cor, o clitóris fica intumescido por sangue, elevando o útero e o colo do útero, os mamilos ficam eretos e o corpo manifesta espasmos musculares, podendo também ocorrer eventual vocalização involuntária.

6. A duração do orgasmo

O orgasmo varia de mulher para mulher, tal como a sua duração, que pode ir de segundos até um minuto. Neste período, segundo os investigadores Masters and Johnson, nome por que ficaram conhecidos William H. Masters and Virginia E. Johnson, dupla que fez furor na década de 1950, a mulher pode ter entre nove a 12 contrações, até atingir uma passagem para um estado alterado de consciência.

No auge da excitação, o corpo liberta uma quantidade significativa de substâncias para o cérebro, que incrementam o prazer e o bem-estar. Existem posições sexuais que também potenciam o clímax final. Na galeria de imagens que se segue, encontra algumas, perfeitas para diversificar o sexo e combater a rotina, que se poderão revelar muito úteis.

Texto: Sofia Santos Cardoso

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