Maria Bourbou e a paixão por Pasolini

A exposição “Laskarine” recupera o universo “queer” do realizador italiano. Mostramos-lhe algumas das imagens.

O obra de Pier Paolo Pasolini – o realizador italiano que assinou alguns dos mais marcantes filmes dos anos 60 e 70, numa abordagem que hoje diríamos “queer” – é o ponto de partida para a série de fotografias “Laskarine”, que o público português pode agora ver em Lisboa, na Galeria Studio Team Box.

Assinadas pela fotógrafa grega Maria Bourbou, as fotografias foram feitas ao longo de seis meses em 2012, em diversos locais da Grécia e do Luxemburgo.

“Laskarine é uma história cheia de cores, movimentos e emoções”, explica a autora. “Pasolini e a sua maneira de abordar os problemas sociais exerceram uma grande influência sobre mim, especialmente quando fui estudante de fotografia”, prossegue. “O observador mais atento irá notar que algumas destas imagens aparecem alguns instantâneos dos filmes dele. Algumas das histórias que conto podiam muito bem acabar num filme de Pasolini.”

Maria Bourbou nasceu em 1971. Cresceu em Atenas, viveu no Luxemburgo e radicou-se em Lisboa em 2006.

A exposição foi inaugurada na passada quinta-feira, 6 de março, e pode ser vista até 3 de abril. O horário é de domingo a quinta-feira, das 15h00 às 19h00 e a entrada é livre.

Bruno Horta

artigo do parceiro: Bruno Horta

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