Jovens cientistas portuguesas distinguidas na área da investigação

20 mil euros de financiamento e uma ‘Medalha de Honra L’Oréal para Liliana Bernardino, Joana Marques e Sílvia Barbeiro

E Liliana Bernardino, Joana Marques e Sílvia Barbeiro são as três jovens cientistas distinguidas pelas Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência 2010.

Na sua sétima edição, o júri científico – presidido pelo Professor Alexandre Quintanilha - analisou perto de 70 candidaturas e seleccionou três projectos que poderão contribuir para a compreensão de processos complexos, associados a doenças que afectam milhões de indivíduos e para as quais a ciência continua à procura de respostas.

Liliana Bernardino, 30 anos, doutorou-se em Biologia Molecular na Universidade de Coimbra, após uma licenciatura em Biologia na mesma instituição. Actualmente, como investigadora do Centro de Neurociências de Coimbra está a analisar diferentes moléculas e a forma como potenciam a formação de novos neurónios em culturas de células estaminais. O seu projecto vai centrar-se numa destas moléculas, a histamina, que se mostra promissora na ‘formação’ de novos neurónios.

Joana Marques, 32 anos, doutorou-se em Biologia Humana na Universidade do Porto, a mesma onde se licenciou em Biologia, e prosseguiu pós-doutoramento no Instituto Babraham, Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Hoje, como investigadora no Serviço de Genética da Faculdade de Medicina do Porto prossegue o projecto iniciado em Cambridge e tenta identificar os genes que se revelam essenciais para obter células pluripotentes induzidas que possam substituir células estaminais embrionárias na sua possível utilização terapêutica.

Sílvia Barbeiro, de 35 anos, doutorou-se em matemática aplicada na Universidade de Coimbra e na Universidade Técnica de Berlim, depois de uma licenciatura e mestrado em Coimbra. Prosseguiu trabalhos de pós-doutoramento na Universidade de Texas, em Austin, e hoje, como investigadora do Centro de Matemática da Universidade de Coimbra, o seu projecto ilustra bem como a matemática pode favorecer a compreensão de fenómenos complexos, como é o caso do mecanismo de remodelação óssea, um fenómeno comum quer a doenças ósseas, como a osteoporose, quer a dezenas de situações, como a consolidação de fracturas, a resolução de traumatismos, a instalação de implantes ortopédicos ou a medicina dentária.

18 de Janeiro de 2011

artigo do parceiro: Nilza Rodrigues

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