Feminilidade de Nuno Baltazar encerra 41ª edição da ModaLisboa

De 10 a 13 de outubro 22 criadores apresentaram as suas propostas para a primavera/verão 2014 na passerelle dos Paços do Concelho e do Pátio da Galé.

As criações de Nuno Baltazar encerraram o último dia de desfiles da ModaLisboa numa sala completa, tal como já é habitual. O designer trouxe a coleção ‘Stabat Matter’, uma interpretação de um dos ícones da música sacra que se reflectiu no tom religioso apresentado nas suas peças. Esta coleção assinalou os 15 anos de apresentações na ModaLisboa e nesse sentido teve para o estilista uma importância muito especial… As suas propostas traduziram-se em silhuetas mais exuberantes, com cores e volumes, mas com recurso ao easy wear, que torna o visual mais natural. A inspiração religiosa esteve em destaque nas jóias e óculos apresentados no desfile.

Nuno Baltazar encerrou o 3º dia de desfiles que contou com Saymyname na abertura, por volta das 14h30. A marca apresentou a sua coleção na plataforma LAB, sob o tema ‘Baye Fall’. O nome desta coleção foi inspirado num subgrupo da irmandade Mouride, grande ordem do sufismo islâmico com maior proeminência no Senegal. As peças reflectem as vestes ‘Njahas’ com recurso a tecidos multicoloridos, cortes geométricos e blocos de cor retratados de forma minimalista. A transição do estilo jovem, já habitual da marca, para um estilo mais maduro foi conseguido através de casacos a ¾ e saias com cortes trançados na cintura.

De seguida foi a vez do jovem Luís Carvalho apresentar as suas propostas para a primavera/verão 2014. Esta foi a estreia do designer na ModaLisboa, onde apresentou uma coleção intitulada ‘Shelter’, que mostra peças simples, criadas sob diversas sobreposições. Neste desfile o clássico encontrou-se com o descontraído, criando um novo estilo, ainda mais inovador. Asilhueta XL constrastou com os ‘crops’, em tons de branco, cinzento, rosa seco, azul noite e metalizado.

Pedro Pedro fez a transição dos desfiles dos Paços do Concelho para o Pátio da Galé. ‘La femme qui chante’ foi o tema da coleção onde predominaram os contrastes na tentativa de criar um sentido único para a mulher. O visual masculino, colonial e militar é apropriado para o visual feminino, resultando numa coleção ecléctica. Os bordados, pregas e molas metálicas dão o toque final à coleção.

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