E se um drone lhe fosse entregar as encomendas a casa?

Parece uma situação futurista mas vai começar a ser testada na Suíça ainda este mês. Dispositivo consegue transportar um quilo e percorrer uma distância de 10 quilómetros

O que, ainda há uns anos, parecia impensável está em vias de materializar-se. Ainda este mês, a empresa de distribuição postal suíça, La Poste, inicia a utilização de drones para fins comerciais. A empresa estabeleceu, no primeiro semestre de 2015, uma parceria com o fabricante norte-americano Matternet, sediado na Califórnia, para avaliar a introdução destes dispositivos no setor da logística, num projeto que também envolve a Swiss WorldCargo. A região de Berna, a capital, será a primeira a ser sobrevoada, ainda em julho.

Apesar de ainda não ter sido ventilada uma data, fontes próximas do processo já afirmaram publicamente que a generalização deste tipo de distribuição não deverá ocorrer «antes de 2020». Antes, é preciso avaliar a performance e a autonomia dos dispositivos. Só depois, a empresa avançará para um plano de utilização e de rentabilização económica dos drones, que poderão ser usados para chegar a zonas isoladas por nevões e intempéries, transporte urgente de medicamentos e de encomendas prioritárias e até para envio de materiais orgânicos como sangue e urina para laboratórios de análise clínica.

O modelo que começa agora a ser testado, o Matternet One, consegue transportar uma carga máxima de um quilo e percorrer a distância máxima de 10 quilómetros. Fácil de carregar e de descarregar, segundo a empresa fabricante, voa com total autonomia, seguindo os itinerários aéreos previamente definidos pelo software desenvolvido pela Matternet. A utilização de drones para distribuição começou a ser noticiada em finais de 2013, nos EUA, mas ainda está longe de ser massificada.

Os administradores do site de vendas Amazon.com mostraram interesse em avançar para este serviço mas barreiras legislativas mantêm a intenção adiada. «Ainda vai demorar tempo mas avançaremos quando tivermos o apoio das entidades reguladoras necessário para implementarmos esta nossa visão», pode ler-se no site.

Texto: Luis Batista Gonçalves

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