A Base de Dados em Estudos Sobre as Mulheres, que reúne monografias, trabalhos académicos e livros publicados em língua portuguesa e em Portugal entre 1998 e 2005, vai ser lançada hoje, na Universidade Aberta, em Lisboa.

A base de dados, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta, agrega material das várias ciências sociais e humanas que refletem sobre os estudos de género.

A bibliografia existente entre o período analisado – 1998 a 2005 – “estava muito dispersa” e pretendeu-se dar resposta “àquilo que se sentia ser um crescente interesse” pelos estudos sobre as mulheres, explicou à agência Lusa Patrícia Mendes, investigadora do CEMRI e investigadora bolseira que coligiu a base de dados.

Pois é, estamos a falar do diaAlém disso, o interesse editorial sobre o tema tem aumentado exponencialmente. No mercado livreiro, “em 1998, era muito difícil encontrar coisas em Portugal nas livrarias”, mas, “de repente, em dois, três anos, a coisa mudou de tal maneira que já tínhamos uma secção de livraria em que era possível procurar a categoria de estudos de género”, compara Patrícia Mendes.

Agora, “o mote está dado” para se encontrar financiamento para expandir a base de dados a partir de 2005, realça a investigadora, defendendo a importância de manter o intercâmbio entre centros universitários, que marca esta base de dados, e esperando “que esse círculo não se feche e possa estar disponível ao grande público”. Até porque a ideia da base é que qualquer um lhe possa aceder, pois “está feita de forma bastante acessível” e está disponível no site da Universidade Aberta (http://www.univ-ab.pt/cemri_esm/).

A sessão de apresentação da Base de Dados em Estudos Sobre as Mulheres vai decorrer hoje, às 17:00, na Sala de Atos da Universidade Aberta, e será presidida pelo reitor desta universidade, Carlos Reis, contando com a presença da secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, da presidente da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres, Teresa Pinto, e da coordenadora do CEMRI, Ana Paula Beja Horta.

31 de março de 2011

Fonte: LUSA/SAPO