As personalidades transgénero que têm conseguido ultrapassar o estigma

Valentina Sampaio, Lea T e Ines Rau fazem sucesso no mundo da moda, Balian Buschbaum é um desportista de sucesso e Caitlyn Jenner uma das novas celebridades globais. Mas há mais...

Apesar de ainda haver quem não os compreenda, as barreiras caíram. Muitos cidadãos transgénero já não têm de se esconder para viver a vida à sua maneira. Nos últimos anos, muitos deles conseguiram mesmo destacar-se em áreas tão distintas como a moda, a beleza, o desporto, a representação, as forças armadas, a política e a medicina. Ao assumir-se como são, não só acabaram com tabus como iniciaram um verdadeiro combate contra a discriminação e a xenofobia.

Estas são algumas das personalidades transexuais que ganharam visibilidade e que têm conseguido ultrapassar o estigma:

- Caitlyn Jenner

É uma das mais famosas pessoas transgénero. Atleta olímpico medalhado em 1976, Bruce Jenner fez a mudança de sexo em 2015. Foi na capa da revista Vanity Fair que mostrou a nova condição feminina, assumindo também um novo nome. Além de aparecer regularmente no reality show «Keeping up with the Kardashians», Caitlyn Jenner é também a estrela de «I am Cait», um programa em que mostra a sua nova vida.

«Se todas as estrelas continuarem alinhadas, Caitlyn pode valer mais de 500 milhões de dólares nos próximos cinco a 10 anos», assegura Rob Shuter, um especialista em comunicação e em celebridades. 15 vezes mais do que a antiga enteada Kim Kardashian ou a filha Kylie Jenner. Além de escrever livros e de dar conferências, tem potencialidade para se tornar na embaixadora de uma marca de moda ou de beleza.

- Valentina Sampaio

Valentina Sampaio, brasileira, é a primeiro modelo transgénero a figurar na capa da edição francesa da revista Vogue, anunciou a publicação em meados de fevereiro de 2017. «Nada a diferencia de Gisele [Bundchen], Daria [Werbowy], Edie [Campbell] ou Anna [Ewers]. Exceto num detalhe. Valentina, a mulher fatal, nasceu homem», disse publicamente Emmanuelle Alt, diretora da publicação, que fez duas capas com a manequim.

- Chaz Bono

Filha única dos cantores Cher e Sonny Bono, Chastity Bono tinha 18 anos quando assumiu publicamente que era lésbica. 21 anos depois, não tinha problemas em afirmar que tinha recorrido à cirurgia para ser homem. Advogado, músico ator e escritor, relatou o processo no livro «Transition: The story of how I became a man», «Transição: A história de como me tornei num homem» em tradução literal.

Com uma fortuna estimada em 500.000 dólares, cerca de 450.000 euros, é um dos transexuais mais ricos do mundo. Quando participou na versão norte-americana do programa de televisão «Dança com as estrelas», foi alvo de fortes críticas homofóbicas. «Desde criança que tive a noção de que parte de mim não se encaixava [no conceito do que era convencional», revelou na obra.

- Laverne Cox

A atriz, que se tornou célebre pelo seu desempenho na série televisiva «Orange is the new black», viu o seu talento reconhecido em 2014 ao ser o primeiro transexual a receber uma nomeação para os Emmy Awards. Em junho desse ano, voltou a fazer história a ser a primeira pessoa transgénero a figurar na capa da revista Time. É autora do documentário «Free CeCe» sobre CeCe McDonald, uma transexual condenada a 41 meses de prisão por ter agredido um homem que batia numa mulher.

- Hari Nef

Pela primeira vez em 108 anos de existência, a L’Oréal Paris apostou num modelo transgénero para protagonizar uma campanha da marca. No início de 2017, a ativista americana Hari Nef, de 24 anos, foi apresentada como um dos rostos de «Because I’m worth it». Também atriz e escritora, foi a primeira manequim transgénero a desfilar com criações da coleção de outono/inverno de 2016/17 da Gucci na Semana da Moda de Homem em Milão.

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