Zaida Mendes

Uma decoradora apaixonada pelo Douro
O interior do Douro conquistou esta decoradora que acaba de inaugurar um hotel com uma vista de cortar a respiração.


Licenciada em design de interiores, tem dedicado a sua vida profissional a tornar os espaços mais agradáveis e as pessoas mais felizes. O seu mais recente trabalho foi a decoração do Delfim Douro Hotel, um projeto familiar que a enche de orgulho.

Natural de Moçambique, Zaida Mendes, de 41 anos, é divorciada e mãe da Maria, de 14 anos.
Amiga, frontal, professional, sensível, sincera e humilde, a decoradora define-se como uma apaixonada pela filha e pela família.




Onde trabalhou antes de estar à frente do Delfim Douro Hotel?


Fiz stands (cozinha, sala, quarto) nas áreas de circulação do Mar Shopping, de Matosinhos, criando ambientes com as diversas lojas do centro, nomeadamente, Ikea, Gato Preto , Casa etc.



Este hotel é um sonho seu?


É um sonho da família do meu pai, impulsionado pelo meu irmão que nunca desistiu de unir esforços, conciliando todas as áreas de conhecimento da família num só projeto: eu como designer, ele como engenheiro civil, a minha irmã arquiteta e o pai investidor.



Qual é concretamente o seu trabalho no hotel?


O meu trabalho inicial foi projetar e fazer a decoração dos interiores e exteriores. Atualmente sou responsável pela área comercial e operacional do hotel. Gosto que o cliente sinta o conforto e o bem estar que não encontra em lado nenhum nem mesmo na sua própria casa… um hotel serve para criar emoções e ligações fortes para o cliente voltar e levar a melhor impressão do cenário que é, neste caso, o Douro.



Gosta especialmente de decoração?


A decoração é algo que me acompanha há muitos anos com as lojas que fui adquirindo antes de ir para faculdade. Mais tarde tive formação em Itália (Verona) que foi o sonho perfeito para aprofundar o conhecimento desta área.



O que está a ser mais gratificante no seu novo trabalho?


Gosto imenso de desafiar a arte, de pensar e idealizar espaços que emocionem as pessoas e este é o negócio perfeito.



Qual foi o momento mais inesquecível que já viveu no hotel?


O momento mais bonito foi, sem dúvida, o da inauguração pelo agradecimento que fiz ao meu pai e ao meu irmão pelos dois anos de trabalho.



Que tipo de clientes recebem no Delfim Douro Hotel?


Sinto que estou em casa a receber amigos pelas amizades que se cruzam neste ambiente tão familiar. Todos os clientes são extraordinários, e ainda mais porque muitos são recomendados por outros clientes!



O hotel está a corresponder às suas expectativas?


As expectativas sempre foram as melhores dadas pelas entidades que acompanharam o projecto. Motivaram e garantiram-nos que iria ser um êxito. Na verdade o sucesso é cada vez maior graças à publicidade dos nossos clientes. É um orgulho fazer parte deste projeto na região do meu pai, neste quadro verde que a vista alcança em qualquer parte dos compartimentos do hotel. Uma vista soberba sobre o rio Douro.




O hotel está localizado numa propriedade da família.


Propriedade esta localizada no coração do Douro, com um serviço diferenciado na região, gastronomia, conforto e a melhor paisagem duriense surpreendendo as expectativas de todos os que por aqui passam.



Desde que inaugurou o hotel, no ano passado, olha para os outros hotéis com outro olhar?


Na verdade, quem me conhece na região sabe que vim alterar rotinas no Douro, porque as pessoas da região não tinham muito o hábito de ir a um hotel. Eu sempre fui cliente para fazer uma reunião, beber um chá, ou fazer uma leitura na calma que um hotel transmite. Por isso, vejo os colegas hoteleiros como bons parceiros, cada um com as suas regras para atingir os seus objetivos.


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Inspirou-se em algum hotel especial onde já tenha estado para criar o seu?


A minha inspiração vem de todas as viagens, das pessoas com quem convivi, da arte de sonhar e da região que desafia qualquer artista a projetar interiores bonitos.



As pessoas que ficam no seu hotel vêm especialmente à procura da gastronomia e dos vinhos da região?


Cada vez mais as pessoas procuram um lugar calmo para desfrutar, na sua estadia, de uma boa gastronomia e de um bom vinho da região.



A vossa cozinha exalta as tradições da região do Douro?


A base da nossa cozinha é tradicional e cada vez mais tentamos aproximar o sabor e os pratos principais da nossa terra, por isso cerca de 80 por centos dos nossos clientes fazem as suas refeições no hotel.



Aconselham os vossos clientes a visitar as caves da região?


A prioridade é dar a conhecer a região ao cliente e incentivá-lo a ocupar o seu tempo a conhecer destinos inesquecíveis que o Douro tem nestes socalcos de sonho.



Qual é o seu prato e vinho preferidos?


Cabrito no forno caseiro acompanhado por Quinta do Crasto, Quinta da Pacheca, ou por tantos outros…



É boa cozinheira? Cozinha para os amigos?


Os amigos dizem que sou uma excelente cozinheira, isto porque tenho um misto de cozinha do norte e do sul, valorizo a decoração da mesa e dos pratos e porque gosto de receber pessoas em casa.



Qual o melhor programa para fazer ao fim de semana?


Sinceramente, tenho saudades de ir à Fnac ao domingo, andar à beira mar no paredão de Cascais, andar a pé ou de patins com a minha filha…



Tem algum hobby?


Adoro dançar, cavalos, estar com a família e usufruir da casa.



O que a comove?


A forma como o cliente retribui o nosso empenho nas suas palavras sinceras. É uma sensação muito agradável de tarefa cumprida.



Um filme inesquecível?


Cada filme tem a sua época e o seu momento, por isso, tenho muitos de que gostei imenso.



Uma palavra?


Sucesso!



A pessoa mais importante da sua vida?


A minha filha.



O melhor da vida?


Ter voltado ao Douro ao fim de 20 anos e sentir o Douro mais especial.



Qual é o seu próximo projeto?


Uma escola de formação em SPA, em Luanda, e uma oficina de automóveis.Também tenho uma forte ligação ao vitrinismo, já que a montra é o coração de tudo. A diversidade é o que mais me apaixona no meu trabalho, nunca repeti um único projeto!



Também gosta de pessoas?


Adoro. Quem faz interiores tem de conhecer o interior das pessoas e eu gosto desse contato.



O que sente quando está no Douro?


É o meu porto de abrigo. Mas também gosto de cidades, são a minha fonte de inspiração e o meu motor de arranque.



É feliz?


Muito feliz, porque faço o que gosto e sinto-me bem neste cantinho do Douro. Nada como virem até aqui e sentirem, numa curta estada, como é estar feliz no campo!!!

 


Texto: Palmira Correia


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