Seis sinais de “infidelidade” financeira

Gastos excessivos, exceder o limite do cartão do crédito ou emprestar dinheiro sem avisar são exemplos de questões financeiras que podem afetar a vida do casal.

Quando duas pessoas começam a viver juntas é normal que haja mais atritos. Não só devido a algumas diferenças de personalidades, mas também porque cada membro do casal está habituado a gerir sozinho o seu dinheiro. Cinco dicas financeiras para namorados

Gastos excessivos, exceder o limite do cartão do crédito sem avisar o companheiro, pedir ou emprestar dinheiro a amigos e familiares ou realizar investimentos arriscados são exemplos de questões financeiras que podem afetar a vida do casal e ser o foco de discussões. Estas situações são mais vulgares do que se possa pensar. De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos e divulgado em janeiro deste ano, três em cada dez adultos esconde do parceiro compras, contas bancárias, relatórios bancários ou dinheiro. O mesmo estudo conclui ainda que um em cada dez adultos mente sobre finanças ou dívidas de jogo ao companheiro. Porque a “infidelidade” financeira pode, em última análise, conduzir ao divórcio ou a uma separação, conheça alguns sinais de infidelidade financeira e saiba como resolvê-los. Leia o texto Casais felizes conversam sobre dinheiro

1. Evitar falar de finanças e o orçamento mensal
Falar sobre questões monetárias é, muitas vezes, desconfortável. Mas quanto mais cedo falar sobre os assuntos financeiros com o seu parceiro/a melhor. O dinheiro não pode ser um tema tabu, caso contrário, os conflitos e os choques acabarão por surgir mais cedo ou mais tarde. Para evitar discussões é importante que ambos definam objetivos para os rendimentos do casal, como comprar uma casa, um carro ou até para preparar a chegada de um bebé. Ao mesmo tempo é fundamental encontrarem um método de organização do orçamento familiar, com o qual ambos os membros do casal se sintam confortáveis. Teste o stress das suas finanças

2. O dinheiro desaparece
Muitos casais guardam pequenas quantias de dinheiro dentro de casa para alguma despesa imprevista que possam vir a ter. A desconfiança surge quando este dinheiro começa a desaparecer, especialmente, se não existir mais ninguém com acesso à casa onde residem. Ao confirmar que foi um dos membros do casal a retirar o dinheiro, deve confrontá-lo com esta situação e tentar saber qual o destino da quantia. Contas conjuntas ou separadas?

3. Esconder compras
Se o seu parceiro tem por hábito esconder as compras que faz com medo da sua reação, não é um bom sinal. Numa relação que tenha por base a confiança e a comunicação, não falar com o seu parceiro sobre os gastos supérfluos não irá trazer bons resultados para a sua felicidade conjugal. Para evitar este tipo de conflitos é importante que o casal chegue a acordo sobre o estabelecimento de um método de organização do orçamento que preveja que uma parcela dos seus rendimentos possa ser usada para os gastos pessoais de cada um dos membros do casal. É importante que cada um respeite os limites de despesa acordados. 10 Sites para gerir melhor as suas despesas

4. Esconder rendimentos
Manter as contas totalmente separadas é uma forma mais rara de gerir as finanças do casal mas que pode ser uma boa solução sobretudo quando estão em causa pessoas que querem muito preservar a sua autonomia financeira e quando ambos os membros do casal tenham rendimentos semelhantes. Neste caso, os membros do casal apesar de terem contas separadas, dividem em comum as despesas relativas à casa e é um método mais usado quando ainda não existem filhos. No entanto, modelo só funciona se ambos os membros do casal estiverem sintonizados. Caso contrário, poderá ser um modelo que levanta discussões sobre até que ponto os membros do casal são capazes de confiar um no outro.

5. Insistir em lidar com as finanças do casal sozinho
Quando a responsabilidade de gerir as finanças do casal cai só sobre um dos membros é fácil ter a ilusão de que tudo está bem. Mas pode gerar-se uma situação de desequilíbrio, pois há um membro que tem o controlo total das finanças do casal, enquanto o outro é um mero “espetador passivo”. Para evitar conflitos e surpresas desagradáveis é importante que a situação financeira do casal seja discutida e falada a dois, principalmente, no que toca a decisões importantes como é o caso de um pedido de empréstimo ou sobre o que fazer com um prémio salarial. Seis fases da vida que pedem boas finanças

6. Mentir sobre dívidas
Seja por jogar compulsivamente, por realizar investimentos com elevado risco ou por contrair empréstimos, o certo é que nem sempre os dois membros do casal sabem da existência de dívidas que podem prejudicar a vida do outro membro, ou em último caso, a vida a dois. Por receio ou apreensão, esta questão pode ser sucessivamente adiada. Saiba, no entanto, que no que toca a situações de dívida quanto mais cedo forem resolvidas, mais rapidamente se livra delas. Como resolver o excesso de dívidas

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