Reino Unido continua a atrair massa cinzenta portuguesa

Emigrantes portugueses preferem Londres e Manchester

Os países do Reino Unido (Escócia, Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte) semre foram um grande polo de atração dos emigrantes portugueses, sobretudo Londres.

A capital inglesa recebe inúmeros portugueses que procuram sucesso na vida, quer no mundo das artes quer no mundo empresarial, uma emigração mais qualificada.

Segundo a UK National Statistics, em 2011, havia 105.000 portugueses a residir no Reino Unido, sobretudo em Londres, em Manchester, em Liverpol, em Birmingham e em Leicester. Marisa Rei Ferreira, de 28 anos, faz parte de um lote de milhares de enfermeiros que optam por sair do país. Apesar de ter contrato de trabalho em Portugal, no ano passado, decidiu ir para Londres, onde, afirma, «há inúmeras oportunidades, quer na enfermagem, quer noutras áreas», apesar da taxa de desemprego já atingir os 8,3%.

Para Marisa, os preços dos bens essenciais, tais como a comida, a luz, o gás e a água, não diferem muitos dos de portugal. Bem mais caro é o alojamento, sobretudo no centro de Londres, onde um quarto numa casa partilhada pode custar 450 a 800 libras (560/990 €) por mês. Um bilhete de cinema custa 14,4 €, um café 3,25€, um hambúrguer 4,8 € e um apartamento de luxo, não mobilado, cerca de 3.370 € mensais.

Já Rita Ferreira, de 29 anos, fartou-se de ver tantas notícias negativas e partiu em busca de melhores condições. Dez dias depois de se instalar em londres, encontrou emprego num bar, onde hoje é chefe de equipa. Para ela, as maiores vantagens são o sistema de trabalho justo, o ótimo sistema de saúde e uma boa assistência social. A maior desvantagem é o sistema de educação.

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