Regresso às aulas "low cost"

Alguns conselhos para que o regresso às aulas não seja penoso para a carteira

A altura está a chegar. As férias já estão a chegar ao fim e muitos pais já pensam no regresso às aulas dos filhos, nomeadamente no que isso representa para a sua carteira. Este ano as famílias portuguesas vão gastar, em média, 509 euros com a “rentrée escolar”, segundo um estudo intitulado “Estudo sobre as intenções de compra dos portugueses – Regresso às aulas 2014”. Estes valores incluem manuais, material escolar, roupa, calçado e equipamento de desporto. O estudo revela ainda que 93% vão optar por comprar livros escolares novos, enquanto 32% irão pedir emprestado a familiares ou amigos e 23% vão optar por comprar em segunda mão. Leia o texto Poupar com as famílias numerosas
Para que o regresso às aulas possa ser o menos penoso possível, existem algumas questões que devem ter em consideração. Em primeiro lugar, o ideal seria que já tivesse uma poupança exclusiva para os gastos que se avizinham ou então que reserve uma parte do subsídio de férias para gastar agora, para que o embate no orçamento familiar não seja tão forte. Porém, existem alguns passos que deve tomar para gastar o menos dinheiro possível.

1. Planear as compras com antecedência. Não se precipite a fazer compras, antes de finalizar a encomenda, faça uma pesquisa intensiva. Hoje em dia, quase todas as lojas ou supermercados disponibilizam sites onde pode ver os preços e comparar promoções, por forma a encontrar o melhor preço. Esteja também atento a os folhetos promocionais que recebe no correio e e-mail. Procure em sites que reúnam as promoções que existem no mercado, como por exemplo o Sapo Promoções ou o Tralhas Grátis, onde pode encontrar o que existe no mercado.

2. Fazer uma lista. Faça um levantamento do material de que a criança necessita para o novo ano escolar, incluindo roupa e calçado. É mais fácil não ultrapassar o limite estipulado se evitar compras supérfluas. É importante envolver as crianças neste processo do planeamento das compras, pois irá ser uma lição de gestão de dinheiro e de reaproveitamento do material.

3. Estabelecer um plano de gastos. Elabore o orçamento disponível juntamente com o seu filho, para que se aperceba quanto é que pode gastar de forma realista. Os filhos também devem ser envolvidos no cumprimento do plano, ao ficarem a saber o peso das despesas no total dos gastos familiares. O objetivo é mostrar quanto dinheiro é que a família tem disponível para gastar e como é importante respeitar limites.

4. Elaborar um inventário. Procure nos armários, no guarda-roupa e na escrivaninha. Verifique se existe material de anos letivos anteriores em bom estado que possa ser aproveitado ou reutilizado. Exemplo: mochila, réguas, lápis, canetas, estojos e até folhas de cadernos que não foram escritas e que podem ser unidas, de forma a fazer um novo caderno. Tudo isto pode ser reaproveitado. - Opte por marcas brancas. Como acontece sempre, por esta altura as televisões, rádios e revistas começam a ficar cheias de publicidade alusiva ao novo ano letivo, tentando incitar os mais novos a comprar produtos de marcas, com os quais irão brilhar. Sempre que possível, opte pelas marcas brancas que são mais baratas e, na generalidade, cumprem a mesma função.

5. Poupar nos manuais. Os manuais escolares têm um grande peso nos gastos do regresso às aulas e o seu elevado preço é motivo de preocupação para os pais. Se não tem ninguém que lhe empreste os livros e estiver disponível para comprar em segunda mão, saiba onde pode adquiri-los. No site Segundamao.net existe uma secção exclusivamente para estes produtos. Pode ainda procurar no site grandesupermercado.pt, no coisas.com ou no OLX. É importante que os livros estejam em boas condições e que incentive o seu filho a não rasurar demasiado os livros, para que possa servir outras crianças em anos seguintes. Leia o texto Como poupar na compra de manuais escolares

6. Procurar apoios sociais A Ação Social Escolar disponibiliza auxílios económicos para apoiar alunos de famílias desfavorecidas. Assim, estão previstas ajudas financeiras para os alunos com menos possibilidades, que incluem ajuda na compra de material escolar, transporte para a escola, refeições e até alojamento. Tudo consoante o escalão em que o agregado familiar se inserir.

7. Aproveitar seguro de saúde (quase) gratuito. Se o seu filho frequentar uma escola pública pode estar abrangido pelo seguro escolar. O seguro cobre acidentes durante a escola, na ocupação de tempos livres, é válido em excursões, aulas práticas, estágios e visitas de estudo ou outras atividades organizadas pela escola. Abrange os alunos de quase todos os graus de ensino público: jardins-de-infância, básico, secundário, profissional e artístico, recorrente e de educação extracurricular, exceto o ensino superior. Sempre que num raio de 4 km não exista uma escola pública que sirva as crianças ou, em havendo esteja sobrelotada, estes também beneficiam do seguro.

Paga a totalidade das despesas de tratamento não comparticipadas pelo Sistema Nacional de Saúde. Garante as despesas de hospedagem, alojamento, alimentação, bem como as do acompanhante, mas só no caso de a vítima ser menor de idade, desde que esteja alojado numa instituição pública.

O prémio do seguro é 4,85 euros e é pago no ato da matrícula. Ficam isentos os alunos do pré-escolar, ensino obrigatório e os portadores de deficiência. Para acionar o seguro, deverá participar o acidente à escola o mais rapidamente possível e depois apresentar os comprovativos das despesas.

8. Guardar todas as faturas. Comece a preparar hoje a declaração de rendimentos do próximo ano. Do infantário à universidade, passando pelas aulas de teatro, inglês ou música, guarde recibos de todas as despesas de educação. Em 2014, o fisco aceita 30% destas despesas, com o limite de 760 euros. Se tiver 3 ou mais filhos, pode deduzir mais 142,50 euros por cada, desde que todos estudem.

Pode deduzir despesas relacionadas com infantário, material escolar (livros, enciclopédias, cadernos, equipamento desportivo para a escola), atividades extracurriculares, como musica, teatro ou pintura, explicações desde que sejam ministradas em estabelecimentos reconhecidos pelo ministério da educação, alimentação, caso a escola não seja no mesmo distrito da residência, e passe de transporte público.

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