EUA menos interessantes como destino de emigração

A terra das oportunidades já não é o que era

Este país foi já a terra dos sonhos e das oportunidades mas, neste momento, é uma das fronteiras mais complicadas de atravessar.

João Peixoto, sociólogo e investigador do ISEG e membro do Conselho Científico do Observatório da Emigração, refere mesmo que é «muito difícil entrar» nos Estados Unidos da América, onde as entradas são muito controladas.

Para trabalhar neste país ou se consegue um emprego previamente (através da internet por exemplo) ou se tem familiares a quem pedir para ser chamado. Ainda assim, há portugueses que optam por emigrar para este continente. Paula Barbosa, emigrante portuguesa licenciada em biologia e com especialização em ambiente, saúde e segurança, mãe de três rapazes, conseguiu emprego em Boston, há um ano e meio, através do site Monster.com, tendo sido entrevistada pelo Skype.

Apesar de muito satisfeita com a vida que encontrou, revela que o nível de vida é caro. Não obstante os salários serem mais ou menos idênticos aos que são praticados na Europa, os preços são três vezes mais altos, sobretudo nos grandes centros urbanos. Arrendar casa, dependendo das zonas do país, nunca custa menos de mil dólares (cerca de 763 €) e, geralmente, os senhorios pedem três meses adiantados.

Custos com água, luz e eletricidade também são elevados. Um bilhete de cinema em Nova Iorque, por exemplo, custa 13,2 dólares (10 €), um café custa 4,40 dólares (3,35 €) e a renda de um apartamento de luxo, com dois quartos, custa cerca de 4.500 dólares (3.435 €), segundo um estudo da consultora Mercer.

Texto: Helena C. Peralta com João Peixoto (sociólogo e investigador do ISEG e membro do Conselho Científico do Observatório da Emigração) 

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