Elie Saab

O percurso do estilista que se inspira no poder da feminilidade para criar

Numa ode desmedida à mulher, as criações de Elie Saab são autênticas obras de arte onde feminilidade, sensualidade e elegância dançam entre si.

Nascido e criado em
Beirute no início da década de 60, Elie
Saab, o mais velho de cinco filhos,
cedo desenvolveu o seu interesse por
moda. Com nove anos, ocupava o tempo
livre a desenhar esboços de roupa
para as irmãs.

Dado o seu talento, rapidamente
ganhou visibilidade no bairro
onde vivia e desde logo conquistou
uma pequena, mas fiel, clientela. Em
1982, com apenas 18 anos, fundou
o seu próprio ateliê, supervisionando
uma equipa de 12 pessoas, e organizou
o seu primeiro desfile no Líbano. Era
possível imaginar, nesta altura, que
viria a conquistar um lugar cativo nas
semanas de moda internacionais, a
vestir celebridades como Halle Berry
ou a ser um dos mais requisitados
criadores de vestidos de noivas da
atualidade? E porque não?

Depois de seduzir o Médio Oriente,
Elie Saab virou-se para Itália, país
para onde viajava com regularidade. Em 1996, começou a abrir
escritórios em Nova Iorque
e rapidamente criou marca
em seu nome. Em 1997,
tornou-se no único membro
estrangeiro a participar na
Camera Nazionale della
Moda. Durante três anos
consecutivos fez desfi les em
Roma mas, em 2000, Saab
foi convidado pela Federação
Francesa de Alta-Costura
para apresentar a sua coleção
em Paris. Seis anos mais
tarde, e com coleções únicas,
recebeu o título de membro
associado.

Em 2005, na sua
terra natal, inaugurou um
edifício dedicado à marca,
bem no centro de Beirute,
com direito à primeira loja
com o seu nome. A desfilar nas passerelles de
Paris desde outubro de 2005,
Elie Saab entrou definitivamente
no calendário oficial
da moda.

Sonho de mulher


Elie Saab é, e sempre foi, muito
próximo da mulher. Desde a
infância que vem observando e
admirando a feminilidade que
o envolve e que acaba por ser a
sua fonte de inspiração. Quando
questionado sobre as chaves
para o seu sucesso, Elie Saab apenas
responde que «é o desejo de que
as mulheres queiram usar
os meus vestidos».

Define a
mulher Elie Saab como alguém
que aposta em si mesma, de
personalidade bem definida,
que espera surpreender e ser
surpreendida. A sua mulher
procura criar momentos excecionais
onde se sinta absolutamente...
mulher. Estes sonhos tornam-se reais
pelas mãos do designer. Cada
uma das suas criações glorifica
uma feminilidade deslumbrante
conseguida através dos materiais nobres e dos cortes impecáveis.
Do crepe à organza, da seda ao cetim,
da lã ao chifon, todos os seus desenhos
são infundidos com a mestria sensual
do tecido, para realçar o corpo.

Conquistar o coração de cada uma das
suas clientes continua a ser a melhor
ferramenta de comunicação para a Casa
Elie Saab. Ano após ano, as suas criações
ganham respeito e, dessa forma, a
marca constrói uma imagem e reforça
notoriedade. Os grandes acontecimentos internacionais
são excelentes ocasiões para
o demonstrar. Quer estejam a subir os
degraus do Festival de Cannes, a pisar
na passadeira vermelha de Hollywood
ou a receber prestigiantes prémios, atrizes
e outras celebridades usam as cores
de Elie Saab.

Apelidados de talismã
da sorte das estrelas, os seus vestidos
tornaram-se quase amuletos mágicos
no caminho para a glória. Apaixonado e romântico, o casamento
fascina-o. «Uma noiva que brilha no
altar é algo mágico», refere. Comprometendo-se a tornar aquele dia inesquecível,
lançou em 2010 a sua primeira coleção de

pronto-a-vestir de vestidos de noiva.
Um criador de sonhos para mulheres
reais.

A pele também veste

Desde 2011 que o universo excecional de
Elie Saab tem também a sua assinatura
olfativa. Elie Saab Le Parfum, em total harmonia
com os códigos de luxo do costureiro,
traduz a dupla natureza que é tão querida
ao designer, «a luz do Médio Oriente e a modernidade
do Ocidente». Floral, amadeirado
ensolarado, Elie Saab Le Parfum emana um
deslumbrante rasto, como uma cauda que
flui de um vestido de noite Elie Saab. Porque
a sensualidade existe à flor da pele, esta
fragrância permite que todas as mulheres,
sem exceção, tenham acesso à feminilidade
absoluta do criador.

Texto: Pureza Fleming

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