Diferentes formas de utilizar o cartão de crédito

O número de cartões de crédito teve um aumento significativo nos últimos 10 anos. Sobretudo devido ao “ataque” massificado de “ofertas” de cartões de crédito nos mais variados pontos de venda: desde um balcão bancário até ao corredor de um centro comercial!

A utilização do cartão de crédito pode ser uma forma útil e inteligente de gerir o nosso dinheiro. Inclusivamente há cartões que oferecem contrapartidas muito apelativas à utilização recorrente do mesmo: vouchers em hotéis, descontos em compras, entre outras. Se recorrer ao cartão com inteligência e responsabilidade pode até nem pagar qualquer anuidade do mesmo, ou juros pelo recurso ao cartão. O problema é que muitas pessoas utilizam o cartão quando estão em situações de maior aflição. E esse não é certamente um bom critério para recorrer ao crédito.

Quando algum credor nos disponibilizou um cartão de crédito fê-lo com base nas condições que apresentava na época, que provavelmente eram satisfatórias, ao nível do risco, para o credor. Mas se entretanto a vida se alterou, nomeadamente em situações como baixa de rendimentos, maiores encargos financeiros, aumento do custo de vida, o recurso ao cartão de crédito pode representar uma enorme responsabilidade ou risco grave para o futuro das contas pessoais.

Imagine uma pessoa que já está com um nível de prestações de crédito que pouco lhe sobra para as compras básicas de uma casa. Se vai recorrer ao cartão de crédito para pagar, por exemplo, o arranjo do automóvel, está a assumir que não consegue pagar aquele valor de uma vez e que terá de o fazer de forma fracionada. Mas o maior problema é que essa forma fracionada é sinónimo de custo mais elevado pelo arranjo do automóvel. Pois se a dívida à oficina era de 400 euros ao utilizar um cartão de crédito pode estar a pagar mais de 150 euros do valor inicial.

Acrescentar uma prestação mensal de cartão de crédito quando já está com as dívidas quase a sufocar é sinal de estar a caminhar para um sobre endividamento crónico. Para evitar estas situações procure atuar a tempo em vez de assumir uma nova prestação. Este exercício passa por saber onde gasta o seu dinheiro, encontrar formas de cortar os seus custos ou negociar com o seu banco para reduzir as prestações bancárias. Pode ser um trabalho moroso e algo complexo, mas por isso é que o Dr. Finanças lhe oferece a sua consulta financeira gratuita. Em muitos casos é possível reduzir as suas prestações em 40% sem que tenha de recorrer a novos créditos (ou evitando utilizar o seu cartão de crédito).

João Raposo

www.doutorfinancas.pt

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