Cristina Fonte inova no mundo dos cabelos

A hair stylist faz madeixas de todas as cores que saem com a lavagem

Tem 42 anos ecomeçou como aprendiz de cabeleireiro quando tinha apenas 13. Há muito que abriu um espaço na Amadora a que deu o seu nome. O que mais gosta é de inovar. Orgulha-se de dar formação e de ser hair stylist de uma marca de produtos de cabeleireiro, porque o seu objetivo é fazer a diferença. Cristina Fonte acaba de lançar uma nova técnica: faz madeixas de todas as cores com giz que saem com a lavagem.

O seu cabeleireiro tem uma grande novidade. Que inovação é essa?

Tenho uma coloração temporária feita com giz, sem químicos, e que tem a duração de uma aplicação, ou seja, assim que se lava o cabelo, a cor sai de imediato.

A vantagem da coloração com giz é que podemos usar hoje para uma festa e amanhã tirar?

É isso mesmo, com a vantagem de ter inúmeros tons. Embora por enquanto só tenha os tons tendência 2013.

Com o giz podem fazer-se madeixas azuis, roxas e verdes?
Pode. Precisamente porque só duram um dia, as pessoas podem aproveitar para serem mais exuberantes numa ocasião especial. Por exemplo, porque não fazer uns reflexos azuis no cabelo a combinar com o vestido da mesma cor numa ocasião especial? O objetivo desta técnica é esse mesmo!

Normalmente as pessoas pedem-lhe esta coloração em que circunstâncias?

Como a técnica é muito nova em Portugal, ainda só a apliquei em ocasiões especiais (casamentos, baile de finalistas, etc.)

Como tomou conhecimento desta nova técnica?

Através da internet, tanto quanto sei, esta  coloração é originária da Coreia do Sul. Comprei a palete de cores ao representante em Portugal,sendo eu pioneira no seu desenvolvimento.

O giz também se pode aplicar em casa?

Não. Os resultados não seriam seguramente os melhores, porque no meu cabeleireiro temos técnicas de aplicação específicas. Este procedimento só resulta se for feito por um profissional.

Gosta mesmo do que faz?
Adoro ser hair stylist. Comecei a trabalhar com 13 anos por opção. Apesar de as coisas hoje estarem mal, naquela altura também não estavam famosas, mas, graças a Deus, não fui trabalhar por imposição dos meus pais, fui eu que quis, e aos 17 anos já tinha o meu primeiro cabeleireiro. Vou fazer 30 anos de profissão em março de 2014.

Já não se imagina a fazer outra coisa?

A única coisa que me imagino a fazer sem ser a trabalhar à cadeira, é a dar formação, que é igualmente uma vertente muito interessante deste trabalho.

Tem alguma filha que lhe queira seguir os passos?

Não, só tenho um filho com 16 anos e não me parece que ele tenha vocação para esta área. Com grande pena minha, porque, na minha profissão, os homens, geralmente, são muito bem sucedidos.

Qual tem sido a vertente mais gratificante do seu trabalho ao longo destes 30 anos?

O conhecimento, as amizades que fui fazendo ao longo da vida, e o desenvolvimento de alguns projetos. O meu trabalho é uma arte e se não estiver permanentemente atualizada morro na praia. O segredo é inovar!

As pessoas gostam de ser surpreendidas?

Adoram. E apreciam sobretudo a qualidade. As pessoas precisam de se sentir seguras com a qualidade dos produtos que nós usamos.

Habitualmente experimenta em si os produtos e as novas técnicas?

Faço questão. Preciso de experimentar para ter a sensação da aplicação e ver o resultado. Aliás, nós somos o cartão de visita da nossa casa.

Também penteia noivas?

Faço todo o tipo de trabalhos. Mas o que eu mais gosto de fazer é cortar o cabelo. É no trabalho técnico e no corte que se vê a verdadeira mudança que nós podemos fazer num rosto. E fico feliz quando consigo rejuvenescer uma pessoa 10 anos.

O que se vai usar este ano?

Muita cor, muito glamour, muito brilho, muita franja, e, ao nível dos cortes, vai usar-se de tudo um bocadinho, curtos e compridos, lisos e encaracolados. A moda é vintage tanto ao nível da roupa como dos sapatos assim como o cabelo volta ao que já se usou.

As mulheres vão continuar louras?

É inevitável. O mito de que a loura é mais atraente é para continuar e o louro é e será sempre uma tendência.

Quantas pessoas emprega?

Sete pessoas. Orgulho-me de ter um dos maiores cabeleireiros do centro da Amadora onde posso contar com uma equipa fantástica.

Gostava de ter feito alguma coisa que ainda não fez?

Nunca fiz uma produção de moda e acho que gostava de experimentar. Nem que fosse uma vez.

Vai aos eventos nacionais e internacionais de cabelos?

Habitualmente vou. Tanto em Portugal como no estrangeiro vou por conta própria. É um investimento que faço na minha formação e atualização.

Quando não está a trabalhar faz o quê?
Tenho muito pouco tempo livre porque só fecho ao domingo e trabalho muitas horas por dia. Mas, sempre que posso, gosto de estar em casa, viajar, namorar, ler, de ver uma série... Depende do tempo e da disposição.

Tem sido uma mãe presente?

Já fui mais. Infelizmente o tempo é cada vez menos para dedicar à família porque percorro o país a dar formação, mas tento que o tempo que tenho disponível seja da maior qualidade.

artigo do parceiro: Palmira Correia

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