Cortes básicos na educação dos filhos

Como poupar sem prejudicar os seus objetivos nem hipotecar o futuro dos seus filhos

A crise e os esforços exigidos aos cidadãos pelas atuais políticas de austeridade obrigam a uma redefinição dos gastos familiares e a uma reavalição de todas as despesas.

Na perspectiva de Joaquim Madrinha, jornalista especialista em finanças pessoais, «a educação é uma despesa de investimento, logo não deve ser cortada com a mesma frieza que uma despesa de consumo».

No entanto, «trocar a escola privada pela pública é uma opção que não compromete o objetivo final e pode originar grandes poupanças», refere. Reduzir as atividades extracurriculares é outra opção. «A ginástica ou a escolinha de futebol podem ser substituídas por atividades de exercício físico em família e para o ensino de línguas estrangeiras, em vez das aulas, poderá aproveitar os livros infantojuvenis em várias línguas estrangeiras que encontra nos institutos de línguas», ensina Susana Albuquerque, coach de finanças pessoais.

Investir para poupar

«Os pais devem poupar para os filhos como poupam para a sua reforma. Logo, como na maioria dos casos, o prazo do investimento é longo (10, 15 ou 18 anos), as poupanças dos filhos devem ser aplicadas em produtos de risco com taxas de rendibilidade potenciais superiores. Os fundos de investimento são uma boa solução, até porque permitem aplicar pequenos montantes (25 euros) de forma periódica ou esporádica», realça Joaquim Madrinha.

«Todos os bancos disponibilizam produtos financeiros para crianças e jovens, mas a maioria tem taxas de remuneração inferiores às praticadas nos depósitos a prazo normais», alerta Pedro Queiroga Carrilho, especialista em finanças pessoais.

Se acha que não tem força de vontade para evitar as compras por impulso, coloque na carteira um cartão com a frase «Preciso mesmo de comprar isto?». «Assim quando pagar, vai pensar duas vezes», ensina Ana Galán, escritora. «Quando levantar dinheiro no estrangeiro, retire o máximo possível de uma só vez para diminuir os custos das taxas», refere ainda Filipe Morato Gomes, jornalista.

Texto: Rita Caetano com Joaquim Madrinha (jornalista e especialista em finanças pessoais), Pedro Maia Lopes (economista), Pedro Queiroga Carrilho (especialista em finanças pessoais) e Susana Albuquerque (coach de finanças pessoais)

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