Conselhos a ter em conta se está à procura de casa para arrendar

Conheça oito conselhos sobre o arrendamento.

Arrendar casa nos dias de hoje tornou-se um processo comum para muitos. As dificuldades em obter crédito para a compra de casa levaram muitas famílias a optarem pelo arrendamento. Esta opção tem várias vantagens, já que é um processo mais fácil e menos demorado na hora de conseguir uma casa para viver. No entanto, existem alguns cuidados que deverá ter em conta antes de assinar contrato com o senhorio.

1. Procure uma casa com uma renda que possa suportar

Procure uma casa que se adeque não só ao seu perfil pessoal, como ao seu perfil financeiro. Tente conciliar as duas vertentes de forma a conseguir que a renda não pese no seu orçamento. Lembre-se que a sua taxa de esforço, onde deverá incluir o valor da renda, não deverá exceder os 35% do seu rendimento.

2. Pesquise bastante antes de tomar uma decisão

Para que consiga conciliar a casa que quer, com a renda que o seu orçamento pode suportar é necessário que consulte vários sites especializados na matéria. Os mais conhecidos para este efeito são o Casa Sapo; o Imovirtual e o Lar Doce Lar. Também poderá recorrer a mediadores imobiliários para o ajudarem neste processo.

3. Visite a casa durante o dia

É aconselhável que antes de assinar contrato visite a casa que pretende durante o dia. Além de conseguir ver em que estado se encontra o imóvel, especialmente ao nível da estrutura, canalização e sistema elétrico, poderá também conseguir verificar qual a disposição solar da casa. Se encontrar alguns danos assegure-se que o senhorio os repara antes de se mudar. Informe-se também sobre a vizinhança, entrando em contacto com o porteiro ou com o responsável de uma loja perto do local. Tenha também em conta se o estacionamento é fácil e se existem parquímetros, pois para conseguir o dístico de residência é necessário que o contrato de arrendamento seja registado nas finanças.

4. Peça informações e documentação

Se pretende arrendar uma casa existe alguma documentação que deverá pedir ao senhorio. Entre esses documentos encontram-se: a caderneta predial atualizada e a certidão de teor das inscrições e descrições em vigor. Neste último caso poderá saber se existe algum tipo de encargo sobre o imóvel. Além destes documentos poderá também pedir a licença de utilização ou a certidão de escritura e o certificado energético.

5. Detalhes que devem estar presentes na hora de assinar o contrato

Não se esqueça que o contrato de arrendamento deve ser celebrado por escrito e deverá conter a identificação das partes envolvidas, identificação do imóvel, o valor da renda e o momento de pagamento e a duração do contrato. Deverá ter também especial atenção sobre o regime de atualização da renda. Se o contrato não mencionar nada sobre este assunto, a atualização é feita de acordo com a taxa de inflação de cada ano. É importante que também fiquem claro os prazos de denúncia e não renovação do contrato. Por último, deve ficar também bem estabelecido quem irá ficar com o cargo dos consumos domésticos e se estes estão incluídos no valor da renda.

6. Garantias a dar ao senhorio

O senhorio poderá perdi-lhe um fiador e um determinado valor de caução. Esta caução servirá para reparar alguns danos que possam ser causados no imóvel. Informe-se quais são as condições necessárias de devolução da caução e faça um inventário do mobiliário já existente e dos eventuais estragos que possam existir. Desta forma, não poderá ser acusada dos possíveis prejuízos.

7. Peça os recibos

Um dos detalhes que não poderá esquecer é pedir os recibos de comprovativo do pagamento das rendas. Para isto, o contrato deverá estar de acordo com o Regime de Arrendamento Urbano uma vez que só assim será considerado legal. Ao ter acesso a estes recibos poderá deduzir parte das rendas no seu IRS.

8. Apoios a ter em conta:

O Porta 65 e Mercado Social de Arrendamento O Porta 65 é um programa de arrendamento destinado aos jovens até aos 30 anos e pretende apoiar o acesso ao arrendamento, de forma a promover a emancipação dos jovens e o arrendamento urbano. Os candidatos aprovados terão uma subvenção mensal de 12 meses, sendo que este apoio poderá ser renovado até aos 36 meses. Se pretende ter mais informações sobre este apoio clique neste link. No caso do Mercado Social de Arrendamento, este programa deseja chegar àqueles que não possuem rendimentos suficientes para aquisição de casa própria mas também que não têm direito a habitação social, isto é, às famílias confrontadas com novos fenómenos de pobreza e pessoais mais idosas com rendimentos baixos e despesas de saúde elevadas. Assim, tem como objetivo ter uma oferta de imóveis herdados pelos bancos com rendas 30% abaixo do mercado normal, por todo o território nacional. Poderá obter mais informações sobre este programa aqui.

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