Pessoas, conflitos e a qualidade dos argumentos

Diante de um conflito qual é o tipo de argumentos que utiliza? Baseia-se em factos? Evidencia valores morais e/ou recorre a regras? Recorre à sua experiência do passado? Manifesta os seus sentimentos? É agressiva? Ou é passiva? Manipuladora? Ou assertiva?

Nas relações entre pessoas, os conflitos são inevitáveis, e contrariamente ao que podemos pensar, são essenciais, porque permitem a definir regras de conduta daquilo que podemos designar de «bom comportamento». O conflito visa reforçar ou desgastar a relação. Por mais que queiramos, não conseguimos relacionar da mesma maneira com todas as pessoas e vice-versa. Uma das questões mais relevantes na gestão dos conflitos centra-se na comunicação, entre ambas as partes, e no padrão de argumentos que cada um utiliza.

A qualidade do relacionamento com o nosso parceiro romântico, familiar, colega de trabalho, amigo não é determinada pela existência e frequência ou não de conflitos, gerados pelas diferenças de personalidade ou pelas semelhanças, mas pelos argumentos que utilizamos. Provavelmente, você já se sentiu muito próximo do seu parceiro romântico após um conflito. Ou apercebeu-se, com gratidão, que um velho conflito, com o seu colega de trabalho, ficou resolvido definitivamente, graças ao entendimento gerado entre ambos.

Por outro lado, nos mesmos contextos de conflito, recorremos aos mesmos argumentos, que na pratica são um sorvedouro de energia e que ao invés de a aproximar do entendimento com o outro, pelo contrario, geram mais frustração, impotência e raiva. Ou adoptarmos o jogo da culpa e o argumento do culpado – «bode expiatório».

Nos relacionamentos interpessoais, para haver conflitos, basta haver duas pessoas.

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