O que é preciso para ser feliz?

Ameaças ao eu que prejudicam a sua ação e que limitam o individuo apenas a sobreviver

Apesar de muito se ter escrito sobre o sucesso e a felicidade, muitos de nós ainda pensam que para se ter sucesso e ser feliz é necessário ter sorte, ser bem-dotado, bonito, saudável e com uma conta bancária bem recheada.

Estes são os critérios que todos nós utilizamos para avaliar o sucesso e a felicidade. Todavia, alguns estudos vêm contrariar este preconceito. É um mito.

Conheço alguns casos de pessoas de sucesso e felizes:

1. Indivíduo sofreu um acidente com amputação de uma mão e ficou cego de um olho. Este individuo consegue abotoar os cordões dos seus sapatos com uma mão.

2. Indivíduo sofreu um acidente de moto e ficou paralisado da cintura para baixo. Antes do acidente trabalhava num posto de abastecimento de gasolina, quando recuperou, inscreveu-se na faculdade, licenciou-se em línguas e atualmente é consultor.

3. Individuo ficou cego após doença, afirma: “A cegueira libertou-me de uma situação familiar aflitiva, violenta e de pobreza. A cegueira deu-me mais sentido e mais compensações do que se tivesse ficado em casa com a visão intacta. Com esta experiência tornei-me uma pessoa mais consciente, jamais conseguiria atingir este nível de conhecimento se tivesse um curso universitário. Os problemas do dia-a-dia não me causam tanta ansiedade como antes.”

Todos eles são unânimes ao referirem que após o acidente/doença conseguiram transformar a tragédia numa existência plena e com sentido.

O que podemos aprender com estas pessoas (anónimas) resilientes? Apesar da tragédia e do caos, quais são os fatores que motivam estas pessoas a continuar em frente, mais resilientes, mais conscientes e felizes?

Mesmo a perda de uma das faculdades humanas essenciais não significa que essa pessoa fique necessariamente «deficiente», bem pelo contrário. Conhecemos pessoas na total posse das faculdades humanas essenciais, essas sim, são «deficientes».

Estas pessoas resilientes sofrem o impacto (choque), mas conseguem retirar dele competências inusitadas, que antes desconheciam.  Conseguem adaptar-se ao infortúnio e convertem essa energia em resiliência,  inovando e evoluindo.

Na minha opinião, não existe melhor definição de sucesso e felicidade, independentemente da sorte de ser belo, saudável, e rico. No caso das pessoas resilientes, o ego dorido vai além da pura sobrevivência, evitando refugiar-se atrás das defesas psicológicas. Pelo contrário, a consciência adapta-se, inova e evolui.

Votos de uma semana resiliente e espiritual: adapte-se, inove e evolua – seja feliz e uma pessoa de sucesso.

João Alexandre Rodrigues

Addiction Counselor

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