O medo da rejeição

Um dos sentimentos que mais tememos e menos compreendemos

Quando estamos expostos ao sentimento de rejeição, a exposição revela-se uma experiência intensa e dolorosa, da qual, o inconsciente encarrega-se de guardar na nossa memória por um período considerável de tempo e queremos rapidamente esquecer, escapar e sobreviver.

O sentimento de rejeição está indissociavelmente enraizado no ser social. Estamos sujeitos à dependência dos relacionamentos que desenvolvemos, desde criança e ao longo da vida, esta constatação coloca-nos numa posição vulnerável à rejeição – ao repúdio, à repulsa, à indiferença e ao pânico de não pertencer. Alguns exemplos mais comuns, questões e diferenças de género, de opinião, de crenças, política, ideais, dogmas, sexo, raça, tendências e modas, etc.

Como seres sociais, queremos estabelecer vínculos e conexões com pessoas, que nos proporcionem bem-estar, reconhecimento, a validação e o mérito, precisamente o oposto à rejeição.

Como seres sociais, como é que sabemos que estamos a fazer as coisas certas e não estamos a ser ignorados ou repudiados? Como é que sabemos que o resultado das nossas acções tem o resultado pretendido, mas mesmo tempo, também obtemos a devida aprovação e o reconhecimento do outro? As respostas a estas questões obtêm-se na aprovação ou na rejeição, por exemplo, na relação com a família, na carreira profissional, no círculo de amigos, na sociedade, todos nós almejamos a validação, a aprovação e a sensação de bem-estar.

Nos relacionamentos de intimidade românticos, quando abordamos assuntos complexos e íntimos, quando expressamos as nossas convicções, valores, crenças e sentimentos dolorosos, se o feedback que obtemos do outro, implica estar a ser ignorado ou repudiado, pensamos: “Estás comigo ou contra mim?”. Imediatamente, tornamo-nos defensivos, agressivos, impotentes ou em choque. Por exemplo, uma dos motivos, pelos quais detestamos ouvir o não, creio estar relacionado com o sentimento de rejeição.

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