O amor

Qualquer tentativa para definir o amor revelar-se-á infundada, estaremos a tentar conhecer ou compreender aquilo que não pode ser conhecido, compreendido ou medido através de palavras.

Todavia, sabemos, por experiência individual e como seres gregários,  que o amor é o ingrediente essencial ao desenvolvimento de qualquer ser humano. Sem amor, definhamos, cristalizamos, ficamos apáticos e confusos - solidão. O amor é uma energia espiritual, imaterial e transcendente, que experimentamos quando estabelecemos conexões/vínculos resilientes de compromisso, de intimidade e de confiança uns com os outros.

Segundo a Dra. Tia Dayton:  “É o amor que reforça o auto reconhecimento e o valor próprio. É o amor que nos motiva a superar, e ir mais além, em relação aquilo que imaginávamos impossível alcançar. É o amor que nos proporciona a coragem para assumir o compromisso, por exemplo, no casamento ou ter um filho. É no amor que se combinam os fatores resilientes necessários, a fim de enfrentarmos os desafios do dia a dia ao Self. É no amor que geramos o compromisso, os vínculos afetivos e a firmeza. É através do amor que conseguimos executar a maioria das coisas mais exigentes. Sem amor, a vida assemelha-se a uma luta vã e constante contra a sensação de vazio emocional. Fazemos coisas fenomenais por pessoas que amamos, porque não conseguimos conceber a ideia que perde-los ou de vê-los sofrer. É através do amor que conseguimos lidar com a doença, com a privação a nível socioeconómica e permite-nos desenvolver as condições necessárias a fim de tolerarmos condições desumanas ou desenvolvemos a paixão para sobreviver e prosperar contra as desigualdades ou disputas. O amor é empowering. É renovador da esperança. Concilia o milagre, a magia e o mistério. O amor é o elixir capaz de transformar a lágrimas de pranto em sorriso de alegria ou como se costuma dizer, o amor é capaz de transformar uma noite fria de inverno numa noite apaziguadora e acolhedora. Quando tudo o resto falha, o amor é omnipresente, e em muitas situações, é forte o suficiente para mudar a maré.”

Qualquer conceito que vise definir o amor deverá contemplar o pleno desenvolvimento do Self ou da relação com a outra pessoa, nunca o oposto. Muitas vezes, evocamos erradamente o amor para justificar as nossas ansiedades, o egocentrismo, os medos, as ilusões e expectativas. Quando conseguimos expandir os limites do amor com êxito, através da coragem no desapego, da honestidade dos sentimentos e do compromisso resiliente a tendência contemplará uma evolução do nosso ser ou da relação com o outro; é através da tentativa e do erro que alcançamos a evolução – o amor pleno.

Exclusivamente para si, votos de uma semana iluminada pelo amor pleno – amor-próprio e/ou o amor pelo outro.

Por João Alexandre Rodrigues

Addiction Counselor

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