Diálogo: uma luta de poder?

A ausência de diálogo conduz à intolerância e à discriminação

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, a palavra diálogo significa: “Conversação entre duas pessoas. Conversação entre várias pessoas. Discussão ou negociação entre duas ou mais partes, geralmente com vista a um acordo.”

Segundo a minha experiência profissional, duas grandes barreiras ao diálogo são o preconceito e o dogma através de ideais rígidos e/ou fundamentalistas. A ausência de diálogo conduz à intolerância e à discriminação. Na ausência do diálogo entre duas pessoas, cada uma delas tenta convencer a outra a mudar de posição, e ao invés de se encontrar uma solução, em conjunto, a tendência é para transformar o diálogo numa disputa excessivamente competitiva cujo objetivo é ver quem fica “por cima e quem é que fica por baixo.”

Na ausência do diálogo, podemos considerar que estão reunidas as condições para o conflito; raiva e o ressentimento, magoa, medo, rejeição e a desadequação. Perante estas condições desfavoráveis ao diálogo, a tendência para a comunicação honesta desvanece, o desacordo e a frustração podem por em perigo uma relação em curso.

Na sua opinião, você é uma pessoa aberta e disponível para o diálogo com as pessoas com as quais desenvolve uma relação de intimidade e de confiança? Tem dúvidas?

Dica: Coloque esta questão às pessoas significativas: “Na tua opinião, eu sou uma pessoa aberta ao diálogo perante o conflito, isto é, consigo abdicar dos meus preconceitos e ser flexível, em prol do acordo mútuo?” E ouça o feedback sem interromper, faça uma escuta ativa.

Através do diálogo procuramos obter um acordo, podemos ser tolerantes, caso haja desacordo, praticamos a assertividade. Relembro que assertividade não é agressividade, passividade (ser simpático/a e sem vontade própria) e manipulação. A assertividade ataca o problema com vista a reforçar o diálogo, não se atacam as pessoas e os seus sentimentos. Assertividade é “fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós.”

Caso encontre dificuldade no dialogo com outra pessoa (marido/esposa, colega de trabalho/patrão, amigo, filho/a, outro) envie a sua questão para o meu email a fim de obter uma perspetiva diferente. Tente ser o mais específico/a e sucinto/a nas palavras.

João Alexandre Rodrigues

Addiction Counselor 

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