Conviver com a doença de Alzheimer

Muitas vezes designada como demência, é uma doença incurável que se agrava com o tempo e apresenta-se com a perda das funções cognitivas devido à morte das células cerebrais. Devido a estes sintomas, mal-entendidos poderão surgir e desgastar quem está à volta.

Sendo uma doença que atrofia a comunicação verbal e interfere no comportamento e na personalidade de uma pessoa, nem sempre é fácil lidar com a situação até porque perdem a linha de raciocínio, não conseguem organizar um discurso coerente, necessitam de mais tempo para entender o que lhe estão a dizer e, muitas vezes, o uso de linguagem ofensiva é utilizado.
É certo que é um desafio e terá de ter consciência que tem de ter muita paciência para lidar com alguém com Alzheimer. O melhor será informar-se bem acerca da mesma, adotar uma postura compreensiva e seguir as dicas abaixo para que possa fazer com que o paciente se sinta seguro e protegido.

Calma
Ninguém é de ferro e pode perder a paciência, mas lembre-se sempre que quem está ali não dispõe das suas faculdades mentais a 100% e não tem noção do que diz e como diz. Mesmo nas alturas em que estiver aborrecido, frustrado ou desmotivado tente manter-se calmo ou, pelo menos, usar um tom de voz calmo e suave.

Diálogo
Utilize frases curtas e simples e de preferência faça perguntas de respostas sim ou não, uma vez que o cérebro nem sempre irá conseguir processar a informação que lhe é passada. Não obstante, fale com clareza e de forma simples evitando qualquer tipo de distrações, já que o ambiente em redor (sons, imagens, etc...) já é, por si só, um elemento perturbador.
É de extrema importância que também não interrompa o discurso do paciente, nem o apresse ou corrija. Tenha em mente que o tempo de resposta devido ao lento processamento da informação é grande pelo que deverá poupar a pessoa e não a deixar agitada.

Aspetos visuais
Mantenha sempre o contacto visual evitando falar com terceiros sobre o paciente como se este não estivesse presente. Por outro lado, caso a comunicação não esteja a ser eficaz, substitua o diálogo por gestos, uma vez que estes por vezes promovem uma melhor compreensão em prol das palavras como por exemplo, ir com a pessoa até à casa de banho e apontar em vez de perguntar se precisa de ir.

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