As pessoas mais felizes gostam de pessoas

Somos seres gregários e isso significa que dependemos dos relacionamentos de uns com os outros

Na minha opinião, os vínculos que desenvolvemos com certas pessoas significativas, desde tenra idade até à idade sénior, contribuem em grande escala para a qualidade de vida.

O dinheiro, as drogas, incluindo o álcool, o sexo, o trabalho, a comida, apenas atenuam a sensação de vazio interior, nunca são a cura da nossa infelicidade e carência emocional.

Quando estamos doentes, quando estamos assustados, alegres, tristes ou sofremos alguma perda, tendencialmente recorremos aos afetos e aos vínculos genuínos que nos permitem suster e/ou atenuar a dor, a angústia e o desespero para continuarmos em frente.

Já alguma vez, durante uma fase atribulada da sua vida sentiu que não pertencia à sua família? Aos seus filhos? Ao seu esposo? Que não tinha amigos verdadeiros? Ou após ter quebrado algumas regras de conduta moralmente censuráveis sentiu que as pessoas o rejeitavam? Se a resposta é sim, como é que se sentiu?

Alguns sentimentos: abandono, solidão, depressão, rejeição, ansiedade, assustada. Estes são alguns dos possíveis sentimentos que identificamos em situações onde os vínculos e afetos gregários são colocados em risco. Como seres sociais, ficamos apavorados com a ideia de ficarmos sozinhos e abandonados. Paradoxalmente, reforço aquilo que escrevi no início, as pessoas mais felizes gostam de pessoas.

Durante esta semana um dos grandes líderes mundiais e espirituais faleceu, refiro-me a Nelson Mandela. Este ser humano iluminado partiu, mas deixou-nos o seu legado espiritual que irá permanecer intacto para a eternidade. Da mesma forma que existem coisas más e injustiças, à face do planeta Terra, também existem pessoas que praticam o bem abnegado e genuíno. Para acreditarmos uns nos outros, precisamos de conseguir alcançar este equilíbrio, visto não haver pessoas perfeitas.

A Dica desta semana tem um objectivo concreto e específico. É um apelo à consciência e à reflexão. O objectivo da Dica é você eleger a personalidade do ano de 2013. Não estou a sugerir que você pense em pessoas famosas, como Nelson Mandela, refiro-me às pessoas comuns do dia a dia com quem se relaciona: família, namorada/o, colega do trabalho, amigo, conhecido, etc. Pessoas que tenham contribuído, através do exemplo de humanismo e altruísmo, para algo e a quem você está profundamente grata.

Quem é a personalidade do ano?

Depois de eleger a pessoa, sugiro o seguinte: através de um acto simbólico faça questão de agradecer-lhe. Pratique a sua gratidão com as pessoas, explore o seu mundo interior e o ser social (conecte-se).

Durante esta semana reforce as conexões sociais e renove as suas crenças individuais espirituais.

João Alexandre Rodrigues

Addiction Counselor

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