Amor próprio

Porque é que uns conseguem superar a adversidade e outros não?

Segundo o Dicionário da língua Portuguesa, amor próprio é: “Respeito que cada qual tem de si mesmo, da sua dignidade.” Apesar de estarmos no sec. XXI ainda não exploramos, na totalidade, o potencial que a natureza humana nos reserva, como indivíduos, únicos, autónomos e livres.

Não fomos ensinados a estabelecer uma ligação (visceral) com conhecimento profundo sobre a nossa essência. Por exemplo, ainda somos consideramos analfabetos em termos da linguagem dos sentimentos, assim como teimamos em valorizar as aparências em vez de aquilo que realmente somos. Sabemos muito pouco acerca de nós mesmo. É maior o esforço que fazemos em conhecer a vida, principalmente os aspetos negativos dos outros, do que monitorizar as nossas atitudes e os nossos comportamentos.

Também considero que valorizamos excessivamente o amor romântico com o nosso/a parceiro/a, inconscientemente, por causa dos genes da reprodução/hereditariedade, a fim de manter a espécie humana, porque estes assim o determinam. Na realidade, existe um número muito considerável de pessoas que apresenta uma determinada vulnerabilidade a este impulso; evocam o amor romântico na sua demanda, mas receiam a intimidade, onde se destaca a falta de amor próprio.

Qual é a diferença estre o amor e o amor próprio? Vou tentar simplificar. O primeiro é um impulso, que visa o prazer intenso, vulgo paixão, e o segundo é alcançado quando saímos da nossa zona de conforto, isto é, dá trabalho, e na maioria dos casos, é doloroso, porque somos preguiçosos. Para quê adiar a satisfação e a recompensa? Optamos pelo prazer imediato.

Amor é: paixão, intimidade, compromisso, honestidade, confiança e manifesta-se num estado de reconheci mento, de plenitude e transcendência.

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