O que fazer para lidar com a tristeza, com a repulsa, com o medo e com a raiva

São quatro das emoções mais comuns e, levadas ao limite, são prejudiciais à saúde. Fernando Magalhães, psicólogo clínico, aponta as estratégias a adotar para se livrar de todas elas.

Os dias cinzentos tendem a deixar as pessoas mais tristes, assim como o egoísmo e o individualismo que marcam as sociedades desenvolvidas de hoje. Um estudo realizado pela Associação Canadiana de Saúde Mental afirma que, nos meses de inverno, duas em cada 100 pessoas sentem-se deprimidas e tristes. Mas a partir de que ponto é que a tristeza, uma das emoções humanas mais comuns, deixa de ser normal?

O primeiro passo é fazer uma auto-avaliação e, se for caso disso, consultar um especialista que o oriente. Fernando Magalhães, psicólogo clínico, diz que está na altura de procurar ajuda especializada quando atinge estes limites:

- A tristeza que sente não o deixa usufruir e ter prazer nas situações.

- Esse estado de espírito impede-o de ver o que há de bom, belo, interessante nas situações.

- Essa emoção paralisa e não leva a uma mudança de atitudes ou comportamentos.

- Se deixa de fazer as coisas que antigamente lhe davam prazer, esse pode ser um sinal.

- A tristeza deixa-o num estado de autocrítica constante.

- Se deixa de ter prazer ou não vislumbra um significado da vida, pode estar perante um outro sinal.

- Tudo parece mau e se perde energia, esperança e motivação.

- O sentimento de tristeza persiste durante semanas.

Repulsa, sim, mas na dose certa

É outra das emoções que os seres humanos mais vivenciam. Bastam dois passos para gerir bem a repulsa, indica Fernando Magalhães, psicólogo clínico:

1. Olhe para o seu interior

«Observe com atenção como está a reagir e analise as causas, se fazem sentido e se há uma razão justificável», defende o especialista.

2. Não generalize

«Evite generalizar a repulsa para pessoas, objetos ou situações em que essa reação não faz sentido. Por exemplo, não é racional sentir repulsa por pessoas de uma etnia diferente ou por um alimento com um aroma desconhecido», afirma ainda.

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