Homens

Crónica de Ana Amorim Dias

Não resisto. Hoje dedico as minhas palavras aos homens. Aos serenos bravos que lidam diariamente com os femininos paradoxos comportamentais. Aos românticos inveterados que, desesperando ou não, vão esperando o seu dia de viver um amor-fusão. Aos Don Juans deste Mundo, que esvoaçam de flor em flor sedentos de erógenos néctares. Sim, é com firmeza que enalteço os homens filhos, os homens pais, os homens maridos, namorados, amigos, amantes; apaixonados ou não; encantadores ou desencantados; protetores ou protegidos. A todos confesso a minha admiração pela coragem que vão tentando fazer nascer em si em cada relacionamento, qualquer que ele seja, com o terrível mistério que para eles representamos. O que pensamos? Como funcionamos? O que sentimos, por eles e por tudo o resto? Que sonhos nos movem? Que medos nos paralisam? O que é que nos ativa a paixão, nos atiça a imaginação e nos fomenta a evolução? Como podem lidar com os nossos velados silêncios, com as nossas oscilações de humor e nuances de sentimentos? Que pactos divinos terão que fazer para nos chegarem algum dia a compreender inteiramente? Pois. É uma tarefa hercúlea, colossal e assustadora.É por isso, queridos homens, que aqui vos deixo carinhosas palavras de alento. Porque por mais difíceis, assustadoras e incompreensíveis que sejam as mulheres, os seus genes de amor estarão para sempre direcionados para a missão de vos amar e cuidar. Ana Amorim Dias

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