Quem não tem um amigo ou conhecido que gagueje?

Uma perturbação da fala que afeta aproximadamente 1% da população mundial.

A gaguez é um distúrbio da comunicação caracterizado pela interrupção do fluxo do discurso, através de repetições, prolongamentos e/ou bloqueios (por vezes acompanhada de outros movimentos associados, como piscar de olhos, movimentos atípicos com o corpo, entre outros).

As manifestações da gaguez não se resumem à fala mas também nas atitudes perante a comunicação, ou seja, muitas das pessoas que gaguejam evitam, por exemplo: falar em público, falar com um desconhecido, participar na escola, em situações do quotidiano, entre outras situações, que naturalmente podem suscitar vergonha e embaraço por parte de quem as vive e conduzir a uma redução de oportunidades.

Estamos perante uma condição que pode ter um impacto significativo na qualidade de vida de quem gagueja.

Apesar dos muitos estudos já realizados e publicados, um dos maior problemas da gaguez continua a ser a falta de informação da população em geral em relação ao distúrbio, o que se traduz numa série de estereótipos que conduzem à sua estigmatização.

“Pensa no que vais dizer! Respira Fundo! Concentra-te!” Será que resulta?

Quem gagueja, sabe exatamente o que vai dizer! A dificuldade reside na transformação do conceito linguístico (aquilo que pensou/ conceptualizou dizer) num ato motor (fala).

Estamos a falar, portanto, de uma alteração neuromotora (que também tem uma forte componente genética em muitos dos casos!) que não está relacionada com a capacidade intelectual, ansiedade, nervosismo, tal como podem comprovar as carreiras ímpares de atores famosos com Bruce Willis, Samuel L. Jackson ou o próprio Vice-Presidente dos EUA, Joe Biden, todos pessoas que gaguejam e que falam publicamente sobre este handicap.

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