Qual a importância de ter um cabelo saudável?

Por Marília Moreira da Fonseca, Médica Dermatologista
Desde a imagem bíblica, de que o poder de Sansão reside no cabelo, até ao presente, com a aplicação comum de extensões, colorações e a definição dos mais diversos estilos capilares, o cabelo humano tem tido um papel dominante não apenas nas relações socioprofissionais mas também enquanto fator indutor de atração sexual. Traduzindo tradições e crenças, como sinal de hierarquia mística ou religiosa e ainda como um sinal de aceitação ou recusa social, tem inúmeros papéis. Neste contexto, o sexo masculino, não sendo imune a este apelo, atribui, hoje em dia, importância crescente aos problemas capilares, muito embora variável em função da idade e cultura em que está inserido.



Ao longo dos anos, estudos sobre a fisiopatologia do cabelo permitiram conhecer melhor os mecanismos da queda de cabelo e proporcionar um suporte para o diagnóstico de um leque variado de doenças (umas mais comuns do que outras), executar novas investigações para uma abordagem terapêutica mais adequada e melhorar o aconselhamento cosmético e de cuidados diários.



Causas da queda de cabelo



Entre as causas, das mais frequentemente implicadas na queda de cabelo no sexo masculino, surge a Alopecia Androgenética, seguida da Alopecia Difusa de origem seborreica. A primeira, traduzindo uma sensibilidade aumentada, geneticamente determinada do folículo piloso à ação das hormonas androgénicas e a segunda, como resultado da agressão folicular pelo processo inflamatório decorrente da produção sebácea exagerada.



A Alopecia Androgenética consiste no processo no qual as hormonas androgénicas ativam recetores do folículo piloso e levam à queda de cabelo por um processo progressivo de miniaturização. A sensibilidade dos folículos aos andrógeneos, a idade de início, a rapidez de progressão e o padrão da calvície são determinados geneticamente.



Por volta dos 40 anos, 40% dos homens mostram algum grau de recuo frontal do cabelo, sendo a escala de Hamilton–Norwood - que representa a progressiva recessão temporal e parietal – a que define os diferentes estádios da calvície.

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