Prolapsus vaginal

Saiba em que consiste um problema que pode afetar cerca de 30 a 40% das mulheres

O prolapsus vaginal é uma condição que resulta da deterioração das estruturas de suporte da vagina, levando à queda de órgãos como o útero, a bexiga ou o reto para a vagina.

O processo de envelhecimento é uma das principais causas da perda de suporte pelas estruturas pélvicas da mulher, caracterizando-se pela perda de tónus muscular e pelo estiramento dos ligamentos de suporte.

Porém, segundo Stam Poupalos, médico especialista da clínica 121doc, «o parto, devido à excessiva força exercida e aos estiramento de músculos, ligamentos e nervos, o aumento da pressão no abdómen durante a gravidez ou no caso de excesso de peso e a cirurgia ginecológica, podem também levar ao enfraquecimento das estruturas de suporte dos órgãos pélvicos».

Apesar do desconforto que esta condição possa provocar, na maioria dos casos não apresenta sintomas, caracterizando-se estes, caso apareçam, por problemas urinários, como dificuldades em urinar, em esvaziar a bexiga por completo, aumento da frequência urinária e dificuldade em reter a urina, pela sensação de protrusão na vagina e desconforto durante o sexo.

Tipos de prolapsus

Os tipos de prolapso vaginal variam de acordo com o órgão responsável pelo mesmo, afetando diferentes partes da pélvis, apesar de poderem ser afetadas várias partes ao mesmo tempo. Desta forma, o prolapso pode classificar-se como:

- Prolapso anterior

Afeta a parte anterior da pélvis e pode caracterizar-se pelo prolapso da uretra e/ou da bexiga. No caso de se tratar do prolapso da uretra, denomina-se uretrocelo. Se apenas for a bexiga a prolapsar, denomina-se cistocelo e, se forem ambos o órgãos, denomina-se cistouretrocelo, sendo este último o tipo mais comum de prolapso.

- Prolapso posterior

Este tipo pode dever-se ao prolapso do reto na vagina, denominando-se rectocelo. É o terceiro tipo mais comum de prolapso.

- Prolapso médio

Este prolapso pode ser de três tipos, uterino, o segundo tipo mais comum de prolapso, que consiste na queda do útero pelo canal vaginal, o prolapso após a histerectomia e selamento cirúrgico superior do canal vaginal e o prolapso do espaço entre o reto e o útero, denominado enterocelo.

Quando procurar ajuda?

Ainda que a maioria das mulheres não procure ajuda para o tratamento desta condição, esta pode afetar cerca de 30 a 40% das mulheres durante a sua vida, especialmente depois da menopausa, parto ou histerectomia. A maioria das mulheres afetadas tem mais de 40 anos e não procura ajuda médica devido à vergonha que esta condição lhes causa.

Após o exame físico e diagnóstico, podem ser discutidas várias opções de tratamento que podem incluir a colocação de um adesivo vaginal em forma de anel, de silicone ou plástico, permitindo levantar as paredes da vagina e qualquer prolapso nesta. Esta hipótese de tratamento pode permanecer colocada entre 6 a 12 meses, precedendo em muitos casos a cirurgia.

Outras hipóteses de tratamento passam pela aplicação de cremes de estrogénio na vagina para que seja aliviado o desconforto, exercícios pélvicos, que impedem que os casos ligeiros de prolapso se agravem e cirurgia, a última opção de tratamento. Quando deixado por tratar, o prolapso vaginal agrava-se, sendo que o prognóstico é melhor em mulheres mais jovens e com um peso normal. Mesmo após a cirurgia, o prolapso pode reincidir em 16 em cada 100 mulheres.

Texto: Clínica 121doc

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