Plano terapêutico do Lúpus

Por Germano de Sousa
Numa doença crónica como o Lúpus é de primordial importância estabelecer um plano terapêutico, sendo que o diagnóstico inicial deve, para adequada monitorização futura, inserir e ter em linha de conta os resultados dos seguintes parâmetros:
1. Hemogramas
2. Velocidade de Sedimentação (VS)
3. Função Renal ( ureia/ creatinina)
4. ANA
5. Anticorpos anti-dsDNA
6. Anticorpos anti-Sm; U1 nRNP;SS-A;SS-B
7. Anticorpos antifosfolipidos
8. Fatores do complemento C3 e C4, e se ambos normais, CH50
9. Outros anticorpos com interesse: o Anti-histona (lúpus induzido por fármacos)
O Lúpus é geralmente tratado por médicos de especialidade de Medicina Interna e Reumatologista. Manifestações específicas do lúpus, como o coração e as doenças renais, podem ser tratadas por médicos especializados nessa área.
O objetivo do tratamento do Lúpus é a prevenção do atingimento dos órgãos vitais e a manutenção da doença inativa, de forma a possibilitar a melhor qualidade de vida para o doente.
O plano terapêutico inclui os fármacos, o exercício e o repouso adequados, a dieta e evitar a exposição à radiação ultravioleta e o stress.
Cabe ao paciente tomar todas as medidas necessárias para minorar os sintomas da doenças e os efeitos dos medicamentos, tendo sempre em conta o equilíbrio em todos os aspetos:
1. Evitar a exposição solar (fazendo do uso de filtros solares um hábito diário. Proteger a pele da claridade é uma medida preventiva a não descurar)
2. Fazer uma alimentação saudável (com poucas calorias para evitar o aumento de peso, e pouco sal para evitar retenção de água nos tecidos provocando inchaços, sobretudo nos doentes que utilizam corticóides habitualmente)
3. A ingestão de álcool deve ser esporádica e o hábito de fumar banido completamente para evitar complicações pulmonares a que estes doentes estão mais sujeitos
4. As articulações estão muito sujeitas a inflamações, por isso, não devem ser forçadas e necessitam de alguns períodos de descanso diário, tendo sempre em atenção a postura do corpo.
5. Os locais frequentados devem ser arejados e, tanto quanto possível, sem luzes artificiais e componentes ultravioletas (fluorescentes).
6. O exercício físico regular pode ajudar a prevenir a fraqueza muscular e fadiga, ajudando o organismo a libertar toxinas.
7. A prescrição médica deve ser cumprida com rigor
8. Muitos dos doentes com Lúpus necessitam de acompanhamento psicológico.
O Lúpus tem um amplo leque de gravidade, podendo ter complicações muito graves, que exigem atenção urgente. No entanto, as terapêuticas atuais permitem dar à maior parte dos doentes uma boa qualidade de vida. Por outro lado, há que ter ainda em linha de conta a eventualidade do aparecimento de um surto de Lúpus pelo que a sua prevenção, que abordaremos na próxima semana, é primordial.
Por Germano de Sousa
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