Pediculose do púbis

Uma doença sexualmente transmissível vulgarmente conhecida por piolhos púbicos

A pediculose do púbis, vulgarmente conhecida por piolhos púbicos, é uma doença sexualmente transmissível, extremamente contagiosa, causada por um parasita que afeta os órgãos genitais e a zona circundante ao ânus.

O parasita responsável mede entre um a três milímetros e alimenta-se de sangue, libertando no caso do parasita fêmea cerca de 300 ovos durante a sua vida.

Quando separado do hospedeiro, o parasita fêmea morre, sendo que os seus ovos com aparência opalescente, podem eclodir em cerca de 6 a 10 dias, tornando-se os parasitas libertados adultos em apenas 10 dias. Existem três tipos de piolhos que podem afetar os humanos, os piolhos da cabeça, do corpo e os púbicos.

No caso dos piolhos púbicos (Pthirus pubis), estes são semelhantes a um caranguejo em miniatura, com coloração cinzenta-acastanhada, o que dificulta a sua deteção visual. As pinças deste parasita permitem que este adira aos pelos púbicos e aos das áreas adjacentes, bem como a sua infestação pode afetar as pestanas, sobrancelhas, pelos faciais e axilares.

«A pediculose do púbis é comum em jovens adultos, sendo transmitida por contacto íntimo, quer este seja sexual ou não», esclarece Stam Poupalos, médico da clínica médica 121doc. Os sintomas começam a desenvolver-se geralmente cinco dias após o contacto com uma pessoa infetada, levando ao aparecimento de pápulas vermelhas com comichão, que se desenvolve uma a três semanas após a primeira infestação e se agrava no período noturno.

Podem apresentar-se manchas azuladas na pele afetada pelas mordidas, bem como podem ser notados pequenos pontos escuros na pele ou roupa interior que traduzem os excrementos do parasita. No caso de alergia ou de a infeção se agravar, pode também ser observado o aumento dos gânglios linfáticos da região inguinal. Apesar de tanto os ovos como os parasitas poderem ser detetados visualmente, esta tarefa é difícil e dificulta o diagnóstico da pediculose.

Prevenção e tratamento

A abstinência sexual ou a abstinência de qualquer contacto íntimo é a única forma de prevenir a pediculose do púbis. Por outro lado, evitar partilhar roupas, lençóis e toalhas com outras pessoas que possam ter piolhos púbicos, evitar o contacto sexual com múltiplos parceiros e levar a roupa de cama frequentemente pode ajudar a prevenir e a reduzir o risco de infestação.

O corte dos pelos com lâmina não ajuda a proteger contra a pediculose do púbis, uma vez que apenas é necessário um comprimento mínimo de pelo para que possam ser depositados ovos pelo parasita. Se sofrer de pediculose do púbis, deve receber tratamento imediatamente para evitar contagiar o(a) seu(ua) parceiro(a). O seu médico recomendar-lhe-à a melhor forma de tratamento, quer seja em creme ou em pó, para aplicar na zona púbica.

A roupa de cama e interior deve ser também lavada com água quente e desinfetada com produtos próprios de forma a evitar a reinfeção. Os tratamentos da pediculose são extremamente eficazes, eliminado a infestação em 90% dos casos. A não administração de tratamento pode levar à escoriação e infeção da pele devido à comichão, bem como a conjuntivites se forem afetadas as pestanas, podendo ser necessário o tratamento concomitante com antibióticos.

Texto: Clínica 121doc

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