Trata-se de uma planta muito utilizada pela Naturopatia em Portugal, está disseminada por todos os países latinos da América do Sul e Central, nos quais é denominada lapacho.

A utilização nas leucemias e outros cancros remonta a tratamentos realizados por médicos e naturopatas brasileiros na década de 60, no seguimento da sua ampla utilização por várias tribos de índios da Amazónia brasileira e peruana.

Vários estudos têm confirmado a acção do lapachol do pau d’arco como  anticancerígeno. Na leucemia, reduz a acção da telomerase, aumentando a morte das células cancerígenas (Jounal of Medical Food, 2010). No cancro da mama, inibe os receptores dos estrogénios (International Journal Molecular Medicine, 2009) e no cancro do fígado, inibe o seu crescimento e metastização (Biosci Biotechnol Biochem, 2007).

No que toca ao cancro da bexiga, inibe o crescimento e aumenta a apoptose (Experimental Oncology, 2006). No cancro da próstata, inibe a inflamação e reduz também a acção da telomerase (Pharmacology Research, 2005) enos cancros do pulmão (International Journal of Oncology, 2005) e cólon (Anticancer Drugs, 2003) aumenta também a apoptose das células cancerígenas.

Princípios activos

Derivados naftoquinónicos, com destaque para o lapachol com propriedades anti-tumorais, pró-apoptóticas (estimula a morte das células cancerígenas),  anti-inflamatórias, imunoestimulantes, diuréticas e antivirais. Destaque também para a quinona, que estimula o fígado a produzir protrombina e outras substâncias que participam na coagulação do sangue. Contém ainda flavonóides, especialmente quercetina, com acção antioxidante,  anti-inflamatória e anti-alérgica; óleos essenciais com acção antibiótica, e coenzima Q10, um forte regenerador celular.

Principais propriedades

É eficaz no cuidado das anemias. Aumenta a produção de glóbulos vermelhos e da respectiva hemoglobina por um estímulo na medula óssea vermelha. Esta acção também conduz a uma maior produção de glóbulos brancos. É amplamente utilizada em paciente oncológicos a fazerem quimioterapia, de forma a reduzir os efeitos secundários desta terapêutica e, concomitantemente, estimular o sistema imunitário a lutar contra a patologia.

Outras propriedades

Tem uma acção antibiótica, sendo por isso aconselhado como coadjuvante no tratamento e prevenção de gripes, amigdalites, infecções urinárias e bronquites. Pela sua acção regeneradora dos tecidos e hemostática é muito utilizado na cicatrização  de feridas externas ou internas (úlceras de estômago ou duodeno). Também é em candidíase, infecção por HIV, infecção na próstata, miomas no útero e quistos nos ovários.

Administração

Em tintura: Meia colher de sopa (2 vezes/dia).
Em xarope: 2 a 4 colheres de sopa por dia.
Comprimidos: Até 1 g por dia.
Em tisana: ½ colher de sopa para 1 chávena.

Precauções
Não
tome durante a gravidez pois pode ser abortivo e causar  malformações
fetais. Algumas pessoas poderão apresentar urticária. Se for o caso, consulte o seu
naturopata.

Sumo para a anemia

Faça uma tisana em meio litro de água com duas colheres de sopa de pau d’arco. Coe e junte uma beterraba,
um cacho de uvas vermelhas e o sumo de um limão com sementes.
Liquidifique e beba um copo, três vezes ao dia, 15 minutos antes das
refeições.