Paralisia cerebral

O testemunho de Ana Figueiredo Forte, mãe de Mafalda, de 12 anos, que sofre desta doença

A Mafalda foi um bebé muito desejado e faltavam dois meses quando Ana Figueiredo Forte soube, através de uma ecografia, que algo estava errado. «Não há certos nem errados, há diferenças, há percursos que não são lineares nem directos», defende.

A Mafalda nasceu com paralisia cerebral mas aos olhos da mãe era apenas o bebé por que esperou ansiosamente. Hoje, a Mafalda tem 12 anos, um sorriso e uma alegria absolutamente contagiantes.

Uma vontade de aprender, de partilhar, de viver e de desfrutar que ultrapassam qualquer diferença. Na escola é uma menina popular e já ninguém olha de maneira diferente para a sua cadeira de rodas. Ela é apenas a Mafalda e, ao longo destes 12 anos, também tem sabido ensinar os que a rodeiam e a sua própria mãe e família.

«Tenho dois filhos e com os dois aprendi a conjugar o verbo amar de forma diferente. Com a Mafalda aprendi sobretudo a ser uma melhor cidadã, mais vigilante, mais participativa, mais solidária», confessa. No entanto, Ana Figueiredo Forte não esconde que nem tudo é fácil: «Nada é simples porque a realidade da reabilitação, do sistema educativo, da saúde, etc, etc, é o maior obstáculo».

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