Os substitutos de nicotina ajudam a abandonar o vício?

A farmacêutica Maria Augusta Soares responde a esta questão

O uso de nicotina é considerado eficaz e seguro se não ultrapassar as doses recomendadas e equivalentes ao teor do tabaco que habitualmente era fumado.

Existem sistemas transdérmicos (patch ou pensos que atuam durante 12 ou 24 horas), pastilhas elásticas e drageias.

A nicotina libertada é absorvida, entra na corrente sanguínea e atinge os recetores, substituindo a que era inalada através do cigarro.

Tal impede que se manifestem sinais ou sintomas de abstinência. Há casos excecionais em que, nos primeiros dias, se não conseguir abster-se, o doente pode fumar ocasionalmente. Os pensos de 12 horas devem ser retirados ao deitar, sob pena de ocorrerem sonhos agitados ou insónias. As pastilhas requerem cuidados na mastigação para prevenir a libertação rápida de nicotina e a sua toxicidade.

Só a decisão firme do abandono do tabaco garante bons resultados. Para o ajudar a livrar-se do vício, consulte este dossier que reúne os tratamentos e os dados científicos que vão ajudá-lo a abandonar o vício, uma dieta alimentar para deixar a nicotina sem ganhar peso e um teste que lhe diz se está mesmo motivado para dar este passo.

Revisão científica: Maria Augusta Soares (farmacêutica professora na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa)

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