O que mudou na cirurgia que corrige as orelhas de abano

Para combater esta formação congénita, utilizam-se atualmente técnicas que não implicam um corte nem requerem internamento e também não deixam cicatrizes.

As orelhas de abano devem-se a uma malformação congénita, que está presente desde o nascimento. «Através de uma cirurgia denominada otoplastia é possível melhorar a forma, posição e dimensão da orelha. Geralmente, é realizada aos cinco anos de idade, antes do início da idade escolar, mas pode ser realizada em qualquer outro momento da vida», explica José Filipe Ramos, médico otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial na Clínica ORL Dr. Eurico de Almeida.

São candidatos a esta cirurgia todos aqueles que sentem a sua imagem e autoestima afetada por esta malformação ou as crianças em que é previsível que tal aconteça. «A técnica atualmente utilizada não envolve incisão (corte) nem cicatriz na pele. Nos adultos, o procedimento é realizado com anestesia local, embora nas crianças por vezes seja preferível uma sedação», refere o especialista.

99 por cento dos casos não requerem internamento. «O pós-operatório é indolor, sendo apenas necessário o uso de uma banda de tenista sobre as orelhas durante cinco dias», acrescenta José Filipe Ramos. Os resultados são normalmente muito satisfatórios para os doentes. «Privilegia-se, sempre que possível, o aspeto natural, evitando a aparência de orelha operada», conclui o médico.

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