O exercício físico ajuda a combater a depressão?

Libertação de endorfinas aumenta sensação de relaxamento e tranquilidade

Mens sana in corpore sano, que significa uma mente sã num corpo são. Esta é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal. A depressão é uma das doenças mais incapacitantes do ser humano, afetando cerca de 340 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Uma em cada quatro mulheres e um em cada 10 homens poderá vir a sofrer de crises depressivas ao longo da vida, desde a juventude até à terceira idade. Os números são assustadores. No entanto, é possível aprender a prevenir e a combater a doença. A prática de exercício físico é um poderoso aliado contra a depressão. Praticar exercício físico moderado e ir de forma regular ao ginásio, tem efeitos benéficos não só para a saúde do corpo como para a saúde da mente, pois influencia de forma positiva o estado emocional.

O exercício físico liberta endorfinas no cérebro, substâncias que proporcionam uma relaxante sensação de bem-estar e tranquilidade. São produzidas durante e depois da atividade física, reduzindo o stress e a ansiedade, aliviando as tensões, ajudando a descontrair o corpo, a melhorar a concentração e a ativar o sistema imunitário. A resistência a iniciar uma atividade que saia rotina é comum. No entanto, a pessoa em estado depressivo deve ser incentivada a praticar exercício físico, começando lentamente e fazendo progressões graduais.

A libertação das endorfinas, aliada à melhoria da autoestima (na medida em está a fazer algo positivo em benefício da própria saúde) leva a um estado de plenitude e de prazer, que poderá ser eficaz no combate à doença. As modalidades mais calmas e, também, menos exigentes, podem ser uma boa opção para começar a praticar uma atividade física, nomeadamente yoga, pilates, activate e bodybalance. Promovem uma sensação de bem-estar ao mesmo tempo que trabalham a respiração, a concentração e o relaxamento.

Ao fim de três a quatro semanas, os efeitos começam a sentir-se e é expetável que a motivação aumente. Os distúrbios do sono e as alterações de humor tendem a atenuar e a auto-estima melhora gradualmente. A pessoa experimenta a satisfação de estar a cumprir um objetivo e os efeitos reais do exercício físico começam a surgir. Manifestam-se ao nível do bem-estar físico, de uma maior energia para lidar com as necessidades do dia a dia e também ao nível da imagem e estética.

Todos estes fatores influenciam positivamente o estado de humor. É um facto que sem o apoio médico adequado, o exercício físico é, por si só, insuficiente para a cura da depressão, no entanto, são cada vez mais os médicos especialistas que prescrevem a ida ao ginásio como adjuvante das suas terapias. Hoje reconhece-se a atividade física como uma importante forma de prevenção e tratamento para muitas doenças, incluindo a depressão.

O segredo está em transformar o treino diário num ato de prazer e aproveitar ao máximo os benefícios que o exercício proporciona, tentando conciliar o lado físico com o lado estético, sem esquecer o emocional. Sentir que está a caminhar para uma vida mais feliz e harmoniosa. O treino nos clubes promove o bem-estar físico como o bem-estar social, através de eventos, seminários e do convívio entre pessoas, que é um dos grandes problemas associados à depressão.

Texto: Marco Graça (regional fitness & academy manager da rede de ginásios Holmes Place)

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