Nova solução para a esclerose múltipla

Cirurgião italiano aposta na angioplastia para tratar os sintomas desta doença degenerativa

A esclerose múltipla atinge 2,5 pessoas em todo o mundo, sobretudo mulheres, e a sua causa continua a ser uma incógnita. Vírus, químicos, stress e mutações genéticas são apenas algumas das possibilidades apontadas, mas as certezas ainda são poucas.

Trata-se deuma doença inflamatória crónica, desmielinizante e degenerativa do sistema nervoso central que interfere com a capacidade do mesmo em controlar funções como a visão, a locomoção, e o equilíbrio, entre outras. Forma-se um tecido semelhante a uma cicatriz que endurece, formando uma placa em algumas áreas do cérebro e da medula espinal.

Entre os seus sintomas encontram-se a visão dupla, falta de controlo dos movimentos finos das mãos, alterações na memória,fadiga,desequilíbrio,entorpecimento, fraqueza e rigidez dos membros e sensação de peso nos mesmos,perturbações da bexiga,espaticidade e ificuldade de locomoção.

Os diferentes tipos de esclerose múltipla

1. Esclerose múltipla recorrente remissiva

Os doentes sofrem «ataques» (surtos ou exacerbações) seguidos por períodos de remissão com recuperação completa ou quase completa.

2. Esclerose múltipla secundariamente progressiva

Resulta da evolução do tipo anterior, por isso se chama secundariamente progressiva e atinge cerca de 25 % dos doentes com esclerose múltipla.Os doentes continuam a ter surtos, mas a recuperação torna-se incompleta, originando uma deterioração progressiva da condição física ao longo do tempo.

3. Esclerose múltipa continuamente progressiva

Neste tipo a incapacidade agrava-se continuamente sem surtos nem remissão. É comum em doentes que sofreram os primeiros sintomas após os 40 anos (cerca de 15% do total). É a forma mais incapacitante da doença e mais problemática quanto ao tratamento.

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