Insónia

Causas e tipos de insónia apresentados por um neurologista

Insónia. Esta palavra resume o autêntico pesadelo que muitas pessoas vivem quando dão voltas e voltas na cama sem «pregar olho». Mas este é um problema que vai muito além de noites mal dormidas.

António Atalaia, neurologista no British Hospital Lisbon XXI, diz que «mesmo que não saibamos para que serve o sono, sabemos que a sua falta nos causa cansaço, dificuldade de concentração, defeito de memória e tendência a adormecer, sobretudo em situações monótonas». Ou seja, não descansar convenientemente reduz a qualidade de vida e prejudica a sua saúde e o seu bem-estar.

O que é

A insónia é a mais frequente perturbação do sono. Consiste em dormir mal, descansando pouco, por mais horas que se esteja na cama.

Passar, pontualmente, uma noite «em branco» é comum e acontece a todos. O problema surge quando esta situação se torna demasiado frequente. O neurologista António Atalaia diz que a insónia consiste num caso «continuado de dificuldades em adormecer em menos de 30 minutos e/ou de manter a continuidade do sono e/ou despertar muito antes da hora de levantar».

Está frequentemente associada a dificuldades de concentração e cansaço durante o dia. No fundo, traduz-se numa recuperação deficitária de energia que impede a realização plena de qualquer actividade física ou mental.

Conhecemos a sensação de uma boa noite de sono: acordar satisfeita e com a sensação de descanso. Segundo o especialista: «Um sono reparador permite que a atenção da pessoa esteja no seu máximo, bem como a capacidade de concentração. Facilita a percepção de ideias, a concepção de planos e a criatividade em geral. Um sono reparador afasta a necessidade de voltar a dormir durante mais horas que um sono não-reparador».

Por isso, nos casos em que não conseguir dormir é a regra, há que detectar a causa do problema e recorrer a um especialista em Medicina do Sono.

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