HPV e cancro do colo do útero

A formação de verrugas é a manifestação mais característica e frequente da infeção por HPV.
créditos: LUSA/JOAO RELVAS

O cancro do colo do útero é a consequência mais grave da infeção pelo HPV (Vírus do Papiloma Humano), os vírus de alto risco, em especial os serotipos 16 e 18, referenciados no artigo anterior, são responsáveis pela maioria dos casos deste tipo de cancro.

Os tipos de cancro que estão de alguma forma associados com o HPV incluem: o cancro do colo útero, do ânus, da vulva, do pénis e da cabeça e pescoço. Destes, o mais importante (no sentido em que foi aquele em que se encontrou uma maior taxa de correlação com a infeção) é o cancro do colo do útero, considerando-se que 95% dos casos, ou até mais, são devidos ao HPV.

A transformação em células malignas é um processo lento, e ocorre em pessoas que têm uma infeção persistente e durante bastante tempo. Contudo, esta infeção pode não estar associada a manifestações como condilomas, o que justifica a realização de testes de rastreio regulares.

No que concerne aos sinais e sintomas mais frequentes do HPV, na grande maioria dos casos a infeção pelo HPV não apresenta sintomas. O vírus pode no entanto ficar latente no corpo por muito tempo sem se manifestar, apesar de poder ser transmitido. Em determinadas situações, como por exemplo na gravidez ou numa fase de maior stress, em que ocorre imunossupressão, o vírus pode desenvolver-se de diferentes formas.

A formação de verrugas é a manifestação mais característica e frequente da infeção por HPV, as verrugas são lesões hiperproliferativas benignas também designadas por papilomas. Contudo, diferentes subtipos de HPV são responsáveis pela infeção preferencial em diferentes zonas, sendo capazes de causar diversas patologias.

As verrugas são normalmente causadas por subtipos cutâneos como o HPV-1 e HPV- 2, e podem ocorrer em locais como as mãos, os pés e a face, entre outros. A forma de transmissão do vírus inclui o contacto casual com zonas infetadas, podendo ocorrer autoinoculação (propagação) para novas áreas na mesma pessoa. Este tipo de manifestação está geralmente associada a indivíduos mais jovens, e não aparenta estar relacionada com um aumento do risco para cancro.

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