Hérnias discais

As respostas às três principais dúvidas

Em Portugal cerca de três por cento da população sofre de problemas de hérnias discais sintomáticas.

No entanto, segundo muitos especialistas, o número de hérnias discais que não manifestam sintomas representa uma percentagem bastante superior.

João Cannas, especialista em ortopedia, traumatologia e cirurgia da coluna, no Hospital Cuf Descobertas, em Lisboa, responde:

Existem diferentes tipos de hérnia?

Há várias classificações técnicas das hérnias discais quanto à sua morfologia, localização, volume, degenerescência discal. Mas creio que o importante para o conhecimento geral é a sua localização anatómica, cervical, torácica e lombar, podendo assim afetar os nervos dos membros superiores, a espinal medula ou os nervos dos membros inferiores.

Os sintomas dependem da sua localização e a gravidade depende do volume e morfologia da própria hérnia. Embora se tratem de situações muito pouco frequentes, as mais perigosas são aquelas que comprimem a espinal medula ou as raízes nervosas no canal lombar, provocando aquilo que se designa Síndroma da Cauda Equina, cujas consequências neurológicas se podem tornar irreversíveis, constituindo uma verdadeira emergência cirúrgica.

Mas convém salientar que as hérnias discais se produzem em discos intervertebrais doentes cujo distúrbio é o que mais frequentemente causa sofrimento e incapacidade nas pessoas afetadas e não a hérnia em si.

Que implicações tem no dia a dia do doente?

Em regra é uma situação que diminui a qualidade de vida do doente pela dor e limitação da capacidade funcional que provoca. E nos casos mais graves pode ser impeditiva da deambulação ou provocar danos nos nervos que, em alguns casos (raros), se podem tornar irreversíveis.

A hérnia discal tem cura?

A hérnia discal tem cura clínica, a maioria das vezes espontânea. Mas alguns tratamentos podem ajudar muito na rapidez da remissão dos sintomas, tais como tratamentos de fisioterapia, acupuntura, osteopatia, acompanhados, na maioria dos casos, por medicação adequada e limitação de esforços que, em geral, desencadeiam o seuN agravamento.


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